A semana começou de forma mais esvaziada nos mercados acionários, com o feriado do Ano Novo Lunar em várias partes da Ásia e o Carnaval aqui no Brasil.
A maior parte das bolsas europeias operam em alta nesta manhã de segunda-feira (dia 12), mas sem grandes novidades pelo lado dos indicadores. Os agentes seguem acompanhando possíveis sinais sobre quando as políticas monetárias começarão ser relaxadas, tanto no continente quando nos EUA. Estão previstos comentários de autoridades do Banco Central Europeu (BCE), do Banco da Inglaterra (BoE) e do Federal Reserve (Fed) dos EUA.
Os futuros de índice em Wall Street operam em torno da estabilidade nesta manhã, após o S&P 500 ter atingido um recorde histórico no final da semana passada. O mercado está no aguardo da divulgação dos resultados de grandes empresas, além do índice de preços ao consumidor dos EUA (CPI, na sigla em inglês), sempre muito esperado pela sua relação direta com a condução da política monetária.
A soja começou a semana em alta, acumulando ganhos no pregão noturno, com compras de barganha, após o vencimento para março em Chicago ter atingido a mínima na sexta-feira (dia 09).
De qualquer forma, a situação do balanço mundial de soja continua indicando uma folga importante, com a produção superando o consumo, num momento em que há preocupações com o ritmo da demanda global, em especial com a chinesa. O feriado do Ano Novo Lunar tende a reduzir as idas da China ao mercado.
As cotações do milho em Chicago terminaram o pregão noturno desta segunda-feira (dia 12) no campo positivo, com os preços mais baixos também atraindo compradores ao mercado.
Mesmo assim, o cenário mundial indica um balanço mais folgado, destacando as boas perspectivas para a safra da América do Sul, apesar das perdas registradas no Brasil. Na Argentina, as estimativas atuais apontam para uma produção de milho acima de 55 milhões de toneladas, mesmo com as preocupações climáticas recentes.
Já o trigo registrou um comportamento misto, mas perto da estabilidade, também sem mudanças pelo lado dos fundamentos.
Os preços baixos do trigo russo colocam em xeque possíveis ganhos mais sustentados do cereal nas bolsas, uma vez que o país é o mais exportador mundial. As perspectivas são de vendas aceleradas de trigo russo nos próximos meses, para liberar espaço nos armazéns antes da entrada da nova safra.
Além disso, há preocupações com o ritmo da demanda, sem novos leilões expressivos anunciados






