Os índices futuros das ações nos EUA operam em alta nesta quarta-feira (dia 14). Desta forma, espera-se uma recuperação após as quedas de ontem, quando uma inflação acima de esperada levou as bolsas estadunidenses a apresentarem resultados negativos. O índice de preços ao consumidor (CPI) subiu 0,3% no mês, o que representou uma variação interanual positiva de 3,1%, enquanto o mercado esperava um resultado de até 2,9%. Desta forma, o consenso do mercado é cada vez maior em relação a que o corte nas taxas de juros ocorrerá somente a partir de junho.
Na Europa, os mercados acionários também operam em alta, ainda que cautelosos. Entre os acontecimentos que sustentam as expectativas do mercado, está uma inflação melhor que a esperada no Reino Unido, que se manteve em 4% de forma interanual. Além disso, há expectativas de que o PIB trimestral possa ter se reduzido novamente, esperando-se o resultado do mesmo amanhã. Caso a diminuição se confirme, levaria a um cenário de recessão técnica, cuja definição é uma redução do crescimento por dois trimestres seguidos.
Por sua vez, na região da Ásia-Pacífico, o resultado é misto, com a maioria das bolsas operando em baixa. Enquanto a maioria dos mercados continua fechada pelo feriado na China, em Hong Kong o índice Hang Seng foi uma das exceções, apresentando um resultado positivo. Uma notícia bastante comentada hoje foi o comunicado do índice MSCI China, que anunciou retirará 66 títulos da sua compilação. O movimento é considerado incomum e acende o alerta, já que nos últimos anos era comum a inclusão de novos títulos para negociação. Assim, esta decisão poderia propiciar uma maior saída de capitais do mercado chinês.
No Brasil, o dia é de pregão reduzido após o feriado de carnaval, onde a B3 passará a operar a partir das 13h (horário de Brasília). A volta poderia ser em baixa caso o índice Ibovespa (IBOV) acompanhe o resultado do EWZ (Ibovespa em dólar) no exterior, que apresenta baixa e ontem fechou com uma queda de quase 3%.
O complexo da soja recuou no último pregão noturno (dia 14), perdendo parte dos ganhos conseguidos no começo da semana, principalmente com os grãos, que apresentaram maiores perdas.
Sobre os avanços da safra na Argentina, a Bolsa de Comércio de Rosário informou que, pelas altas temperaturas, cerca de 100 mil hectares foram afetados, o que representaria aproximadamente 10% da área de soja plantada tardiamente.
Os preços do milho também fecharam negativamente, onde as perdas foram maiores que o avanço conseguido ontem.
Nos EUA, as preocupações em relação à renda agrícola aumentam. A queda acentuada nos preços, com o aumento nos custos de produção, poderia reduzir o lucro líquido para um nível abaixo do observado nos últimos anos.
Em vários pregões de fevereiro de 2024, o preço do milho para dezembro chegou a cair 20% quando comparado aos resultados do ano passado. Desta forma, se aguarda com expectativa a divulgação dos balanços do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), que mostrará amanhã se os agricultores teriam intenções de reduzir a área plantada para a campanha 2024/25.
Os preços do trigo apresentaram forte queda.
Em nova atualização sobre a produção europeia, na França, o Ministério da Agricultura reduziu novamente as estimativas para a área de trigo plantada no inverno, que seria o segundo menor nível em 30 anos. Com 4,36 milhões de hectares esperados (abaixo das 4,49 milhões projetados em dezembro), a área produtiva do cereal apresenta uma redução anual de 8%.






