Ainda operando em terreno negativo nesta quarta-feira (dia 21), os índices futuros das ações continuam baixistas nos EUA. Além da cautela antes de divulgação da ata sobre a última reunião do Federal Reserve (Fed), os investidores reduziram suas apostas hoje no setor tecnológico. Com a divulgação, também hoje, do balanço de uma empresa importante na área de chips será possível observara a real tendência nos ganhos em um dos setores favoritos para a renda variável. Ainda existe um sentimento, de que os valores das ações possam estar inflacionados por um excesso de otimismo no final do ano passado.
Na Europa, os resultados continuam mistos. As ações do setor automobilístico subiram, mas este impulso não foi suficiente para equiparar às quedas nos setores financeiro e de mineração, que sofreram perdas maiores.
Da mesma forma, a região da Ásia-Pacífico também apresenta resultados mistos. Entre os resultados positivos em destaque, estão as bolsas chinesas, que ganharam fôlego após o aviso de ontem em relação à redução da taxa de juros de referência de cinco anos. Entre as perdas, o preço do minério de ferro caiu mais de 5%, mostrando que a recuperação do setor da construção ainda representa um grande desafio para o crescimento chinês.
Localmente, o índice futuro do Ibovespa (IBOV) abriu novamente em baixa, mas se espera uma nova virada igual a ontem. O fechamento da terça-feira foi positivo, mesmo após ter começado a jornada com perdas, e apesar das ações petrolíferas e mineradoras terem fechado com recuos.
Com recuos, o complexo da soja fechou o último pregão noturno (dia 21) negativamente, após a recuperação de ontem, mostrando as instabilidades do mercado em relação aos preços.
Sobre os fundamentos, as incertezas em relação às condições climáticas na América do Sul continuam gerando oscilações. Na Argentina, são esperadas chuvas que ajudem a cumprir a recuperação da safra esperada. Já no Brasil, as dúvidas são maiores, principalmente nas maiores regiões produtoras, mas até o momento, não se vislumbram grandes ajustes na estimativa final.
O milho voltou a fechar em baixa, perdendo a metade dos ganhos conseguidos ontem.
Segundo atualizações do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), as inspeções de milho, estatísticas prévias das exportações oficiais divulgadas nas quintas-feiras, os envios de milho estadunidense teriam aumentado de uma semana para a outra. Assim, 918 mil toneladas do cereal foram inspecionadas na semana até 15 de fevereiro, diante das 892 mil toneladas de semana anterior.
Lembrando que, para a safra 2023/24, o USDA espera que os estoques de milho aumentem para 322,1 milhões de toneladas, diante das 300,3 milhões de toneladas da temporada produtiva passada.
Em baixa, as perdas nos preços do trigo de hoje eliminaram as altas de ontem, tendo retrocedido no mesmo nível dos avanços na jornada noturna de ontem.
Após o anúncio feito no final de semana passada na Polônia, onde o Ministro da Agricultura tinha indicado que um acordo bilateral com a Ucrânia seria anunciado, tal notícia não acalmou os ânimos. Ontem, agricultores poloneses protestaram novamente por todo o país, tendo inclusive interditado algumas carruagens ferroviárias na fronteira de Medyka. O principal motivo da revolta, é que os produtores locais não conseguem competir com os preços dos grãos ucranianos, principalmente do trigo.






