Com resultados mistos, mas tendência de baixa, os índices futuros das ações iniciam a semana (dia 26) com cautela nos EUA. Antes de fazer novas apostas nas rendas variáveis, os investidores aguardam para esta semana a publicação da inflação estadunidense, assim como relatórios de lucros de grandes empresas.
Na Europa, os resultados são similares: resultados mistos, com a maioria dos índices operando negativamente. As quedas no setor de mineração apresentam as maiores diminuições, enquanto os ganhos no setor farmacêutico amorteceram as baixas.
Seguindo a tendência internacional, a região da Ásia-Pacífico igualmente apresenta resultados mistos. No lado contracionista, após a recuperação da semana passada, os índices da China voltaram a recuar, mostrando que o desafio será grande para estabilizar as expectativas do mercado. Já pelo lado expansionista, e índice Nikkei 225 continua estendendo a sua trajetória de recordes no Japão. Com o crescimento de 0,4% desta segunda-feira, o referencial japonês voltou a atingir um novo máximo histórico.
No Brasil, a semana começa com uma diminuição do índice futuro do Ibovespa (IBOV), assim como o índice no exterior também apresenta tendencia de queda (Ibovespa em dólar, EWZ). Desta forma, os investidores aguardam as publicações da inflação e do crescimento econômico que sairão nesta semana.
A semana começa com o complexo da soja operando misto. Enquanto os grãos e o óleo apresentam leve alta, o farelo apresentou resultados mistos.
Apostando na baixa dos preços, gestores financeiros continuam ampliando as suas posições vendidas líquidas para a soja. Desta forma, a quantidade de contratos já ultrapassa a maior posição registrada, que era de maio de 2019. Assim, foram registrados 126 mil contratos no final da semana passada, superiores aos 124 mil contratas da semana anterior.
Lembrando que, uma posição líquida longa indica que os traders ou investidores estão apostando em preços mais altos, enquanto posições líquidas curtas indicam que os agentes apostam para uma queda nos preços.
No entanto, alguns cortes em estimativas divulgadas no mercado brasileiro atuaram contra a tendência baixista dos especuladores, ajudando nos resultados positivos dos grãos e do óleo.
Em baixa, os preços do milho caíram no último pregão noturno (dia 26).
Sem grandes mudanças nos fundamentos do mercado, no caso do milho, as apostas especulativas foram ainda maiores, com 328 mil contratos negociados, acima dos 305 mil da semana anterior. Como consequência, o cereal também quebrou seu recorde de maior quantidade de posições liquidas negociadas, que registrava recorde de abril de 2019.
Em baixa, os preços do trigo começam a semana pressionados pelo excesso de oferta internacional.
As apostas para o trigo foram igualmente pessimistas, tendo os investidores aumentado suas posições líquidas de vendas para 39 mil contratos, quando comparadas aos 34 mil de semana anterior. No caso da produção estadunidense, tornou-se também um fator baixista a diminuição nas exportações, que na semana anterior (até dia 15 de fevereiro) diminuíram 33% quando comparadas a semana retrasada. Este resultado indica uma queda de quase 40% em relação a média das quatro últimas semanas, mostrando uma retração na demanda.






