Nos Estados Unidos, os principais índices com operações em Nova York iniciam o dia com ganhos. No cenário externo, a principal divulgação desta terça-feira deve ser o índice de confiança do consumidor dos Estados Unidos referente a março divulgado pela Conference Board. Com o indicador, investidores buscam avaliar a resiliência da demanda interna norte-americana em meio aos receios recentes de desaceleração econômica acima da desejada no país e temores de impactos negativos de tarifas de importação pelo novo governo. O consumo das famílias tem sido um pilar fundamental do crescimento nos EUA, respondendo por grande parte da resiliência da atividade econômica no país nos últimos anos. Nesse sentido, caso o indicador aponte menor otimismo do consumidor, podem surgir dúvidas sobre a solidez futura da economia do país. Nesse caso, o efeito mais provável seria o aumento da aversão global ao risco, o que, por sua vez, tende a pressionar negativamente ativos considerados mais arriscados, incluindo moedas de países emergentes, como o real.
Na região da Ásia e Pacífico, as bolsas encerraram suas operações sem direção única na terça-feira, 25 de março. Entre os mercados europeus, observa-se um movimento semelhante ao observado em Wall Street nesta manhã, com a maior parte das bolsas avançando.
No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) inicia o dia variando entre altas e baixas, mas agora parece engatar em uma tendência de valorizações. Nesta manhã, os investidores analisam a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), que descreve os fatores que levaram à elevação da taxa básica de juros (Selic) de 13,25% ao ano para 14,25% ao ano. Como esse ajuste já era amplamente esperado pelo mercado, a atenção se volta principalmente para a inclusão no comunicado da decisão de uma provável nova elevação da Selic, ainda que em menor magnitude, na reunião de maio. No documento, o Copom reforça seu compromisso firme com a convergência da inflação à meta, em um contexto de “expectativas desancoradas, projeções elevadas de inflação e resiliência na atividade”. Nesse sentido, destaca que foi acertada a “indicação anterior de elevação de 1,00 ponto percentual na taxa Selic” e mantém a avaliação de que o ciclo de aperto monetário não se encerrou, apontando dessa vez apenas “a direção do próximo movimento”. O colegiado também menciona que, apesar de “sinais incipientes” de desaceleração econômica, o “mercado de trabalho permanece aquecido” e que essa desaceleração “integra o processo de transmissão da política monetária e é essencial para a convergência da inflação à meta”. Dessa forma, a postura firme do BC com relação ao seu objetivo de estabilidade de preços, minimizando possíveis efeitos adversos da desaceleração econômica, aumenta as expectativas de novos ajustes na taxa básica de juros ao longo de 2025, o que tende a fortalecer o real. Para acompanhar com mais detalhes os temas que movimentam os mercados mundiais nesta manhã, acesse a Abertura de Câmbio.
Apesar de ter operado com algumas perdas na sessão anterior, os preços futuros da soja iniciam a presente sessão em alta. A oleaginosa opera sob a pressão das incertezas relacionadas às tarifas de importação impostas pelos Estados Unidos, levantando preocupações sobre uma possível redução na demanda pelos produtos estadunidenses.
No mercado do milho, os contratos futuros apresentam certa desvalorização nesta manhã, na Bolsa de Valores de Chicago. Os especuladores têm assumido mais posições vendidas, antes que se inicie a validade das tarifas comerciais propostas pelos Estados Unidos a alguns de seus importantes parceiros comerciais. Além disso, os negociantes também tentam se antecipar às pesquisas de plantio, previstas para o dia 31 de março, com expectativas de que os agricultores dos Estados Unidos plantem mais milho para o próximo ciclo.
Na Bolsa de Valores Brasileira, a B3, o milho iniciou a semana com forte oscilação. Em geral, o saldo da segunda-feira, 24 de março, foi negativo, mas com alguns ganhos para contratos futuros. O que se observou foi um comportamento mais propenso a negociar novos lotes por parte do produtor, e uma limitação dos novos ganhos por parte dos compradores.
Os preços futuros do trigo vêm sendo negociados quase que próximos da estabilidade na abertura dos mercados em Chicago, na manhã desta terça-feira, 25 de março. Ainda assim, as cotações apresentam certa recuperação em relação à sessão anterior, em que se registrara uma queda acentuada devido a uma melhora nas condições climáticas em importantes regiões produtoras nos Estados Unidos.
Além disso, os traders acompanham as negociações de paz para o conflito entre Rússia e Ucrânia, em andamento e intermediadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.





