Nos Estados Unidos, os principais índices com operações em Nova York iniciam o dia acumulando novas perdas, perdurando a tendência observada no dia anterior. A taxa de câmbio do real apresentava tendência de elevação nas primeiras operações desta terça-feira, quando era cotada ao redor de R$ 5,73 (10h00min), refletindo a postura cautelosa e de compasso de espera de investidores pelo anúncio de amanhã de tarifas de importação pelos EUA. Embora existam dúvidas significativas quanto ao que pode ser anunciado, operadores do mercado financeiro se antecipam para um “choque” tarifário, isto é para uma intensificação significativa e prolongada das barreiras comerciais do país, sem uma visão clara de possível reversão dessa tendência. Investidores seguem atentos a possíveis pistas pela Casa Branca sobre quais países ou quais setores podem ser afetados, quais serão os valores das tarifas, como essas tarifas se relacionam com as demais que já foram anunciadas e quando elas podem entrar em vigor. Este cenário favorece o desempenho de ativos considerados “portos seguros” para momentos de insegurança e estresse, como o ouro, o franco suíço e o iene japonês, o que costuma prejudicar o desempenho do real. Contudo, nas últimas semanas, essa tendência tem sido amenizada por um movimento de diversificação e diluição de riscos por investidores, que buscam reduzir a exposição de seus portfólios a ativos americanos e que tem favorecido uma busca por alguns ativos arriscados, como ações, commodities e moedas de economias emergentes, como o Brasil. Adicionalmente, investidores monitoram a divulgação de dados econômicos para os EUA, em especial pelo PMI industrial de março e pelo JOLTS de fevereiro. Esses indicadores devem ajudar no ajuste de expectativas para a evolução da economia americana e podem, possivelmente, sinalizar alguns efeitos do ambiente de incertezas elevadas sobre a atividade produtiva e o mercado de trabalho. A tendência de dados recentes tem sido de leve desaceleração do crescimento do país, o que tem aumentado as apostas por cortes de juros pelo Federal Reserve e enfraquecido o dólar globalmente, o que tende a favorecer o real. Para acompanhar as atualizações completas sobre o tema, acesse a Abertura de Câmbio.
Na região da Ásia e Pacífico, os mercados encerraram sua sessão sem direção única, com certa instabilidade gerada pelas tarifas comerciais estadunidenses, mas asseguradas por dados positivos sobre a atividade industrial chinesa. Na Europa, os mercados avançam, recuperando perdas após dia de baixas, mas ainda com cautela antes do prazo final para o início da validade das tarifas dos Estados Unidos. No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) inicia a manhã desta terça-feira, 01 de abril, com algumas perdas.
Os preços futuros da soja avançam na manhã desta terça-feira, 01 de abril, à medida que os investidores repercutem os dados do relatório de intenção de plantio de grãos dos Estados Unidos. As estimativas estivera, em linha com as projeções dos analistas, indicando uma redução na área plantada da soja.
Além disso, os investidores também dividem sua atenção com as atualizações sobre a política comercial dos Estados Unidos, que deve sofrer novas atualizações em breve. O prazo para que se inicie a validade das tarifas de importação impostas pelos Estados Unidos aos seus vizinhos, México e Canadá, também está próximo.
Para o mercado do Milho, os futuros avançam em Chicago. No entanto, os agentes optaram por não levar tão em conta a projeção do USDA para a área de milho deste ano, que superou a média do que havia sido estimado pelos analistas previamente.
O Milho B3, por sua vez, encerrou a segunda-feira com seus resultados sem direção única, devido à entrada da nova safra ao mercado. A maior parte dos contratos encerraram o dia em alta, as correções negativas vieram como forma de correção para a safra de 2026. O embate entre compradores e vendedores, com o produto aparecendo no mercado, mas com o vendedor indisposto a oferecê-lo por qualquer preço, tornando a queda dos preços físicos um pouco mais lenta do que o esperado.
No mercado do trigo, os futuros se valorizam nesta manhã, depois que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou projeções menores que a esperada para o plantio de trigo no país. Além disso, os investidores aguardam as atualizações na política comercial estadunidense, para verificar de que forma o mercado reagirá às atualizações nesse sentido. Assim, os futuros do trigo se recuperam das mínimas atingidas na semana anterior.




