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Chamada de Abertura

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Grãos | Chamada de Abertura
 
Júlia Viana
 
 
 
FARELO DE SOJA: BAIXA; SOJA, TRIGO, MILHO, ÓLEO DE SOJA: ALTA.                              

 

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Mercado Externo – Estados Unidos, Europa, Ásia: misto. 

A abertura dos mercados nesta sexta-feira (11) é marcada por um cenário amplamente incerto entre os investidores, com as bolsas operando sem direção definida nos Estados Unidos, Ásia e Europa. No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) inicia o dia com alguns ganhos curtos. Nesta manhã, o conflito comercial entre Estados Unidos e China permanece no foco dos investidores, após Pequim elevar a tarifa cobrada de produtos americanos de 84% para 125% nesta madrugada, em retaliação à informação divulgada na véspera de que a barreira tarifária aplicada a produtos chineses pelos EUA já soma 145%. Por outro lado, o governo chinês indicou adicionalmente que esta deve ser a última vez que aumentará as suas barreiras de importações contra os EUA, mesmo diante de novos aumentos pela Casa Branca. Ainda assim, o ambiente de tensão persiste, com o governo chinês reiterando que poderá adotar outras formas de retaliação e reafirmando sua disposição de sustentar o embate “até o fim”. Nesse cenário, prevalece a preocupação quanto aos efeitos negativos da instabilidade e da imprevisibilidade das políticas comerciais sobre o crescimento econômico global, com possíveis repercussões mais acentuadas no mercado doméstico norte-americano. Dessa forma, os investidores acompanham também a divulgação da leitura preliminar do índice de confiança do consumidor referente ao mês de março, elaborado pela Universidade de Michigan (Umich), que poderá oferecer novos sinais sobre a percepção dos agentes econômicos diante do ambiente de incertezas no país. Caso os dados corroborem os temores vigentes, especialmente considerando a escalada recente das disputas comerciais, o sentimento de aversão global ao risco tende a ser reforçado, com consequente pressão sobre ativos considerados arriscados, como commodities, ações e moedas de países emergentes, como o real.

Ainda nos Estados Unidos, destaca-se adicionalmente a divulgação do Índice de Preços ao Produtor (PPI) de março no país, que surpreendeu ao registrar uma retração de 0,4% em seu índice cheio, contrariando a mediana das estimativas, que apontava para uma alta de 0,2%. O núcleo do indicador, que exclui os componentes voláteis de alimentação e energia, também apresentou desempenho abaixo das expectativas, com recuo de 0,1%, frente à projeção mediana de avanço de 0,3%. Embora a contenção inflacionária seja um dos principais objetivos do Federal Reserve, desacelerações acentuadas como as verificadas tanto no índice de preços ao consumidor (CPI), divulgado ontem, quanto no PPI, de hoje, podem reforçar a percepção de um possível processo de arrefecimento mais intenso da atividade econômica nos Estados Unidos. No entanto, especialmente no caso do PPI, a tendência nos próximos meses deverá ser acompanhada com atenção, uma vez que as barreiras comerciais impostas pelos EUA podem pressionar os custos da indústria e, posteriormente, refletir em repasses aos preços ao consumidor. Diante desse panorama, a divulgação do PPI contribui para o aumento da aversão ao risco e favorece a busca por ativos considerados “porto-seguro”, como o iene japonês, o franco suíço e o euro, exercendo pressão adicional sobre moedas de economias emergentes, entre elas o real. Para acompanhar as reações do mercado ao cenário incerto global, acesse a Abertura de Câmbio

Soja em alta 

Os preços futuros da soja avançaram, mas em ritmo mais lento que os do milho, na manhã desta sexta-feira (11) na Bolsa de Valores de Chicago. Ainda assim, o saldo semanal deve ser superpositivo, depois que o governo Trump voltou atrás e suspendeu por 90 dias o início da cobrança de tarifas de importação sobre a maior parte dos seus parceiros comerciais, aliviando parte das preocupações sobre o escoamento da safra estadunidense.

As tarifas sobre as importações de origem chinesas não foram suspensas, pelo contrário, intensificadas, atingindo 125%. Do lado chinês, Pequim anunciou, nesta madrugada uma elevação das tarifas retaliatórias de 84% para os mesmos 125%, tornando impraticável a importação de soja dos Estados Unidos pela China, transferindo, potencialmente, essa demanda para os suprimentos sul-americanos.

Milho em alta

No mercado do milho, os ânimos dos investidores parecem ter se recuperado de modo surpreendentemente positivo, com o grão se encaminhando para acumular seu maior ganho semanal desde maio de 2023. As últimas semanas, marcadas por cenário de grandes incertezas para o comércio mundial trouxe grande volatilidade aos preços do milho, assim como para outros bens. Após momento de baixo, com o anúncio das tarifas de importação para importantes parceiros comerciais dos Estados Unidos, o mercado demonstrou sinais de recuperação para o cereal em Chicago, acumulando fortes ganhos após o anúncio da suspensão das tarifas por 90 dias a maior parte dos países que haviam sido afetados inicialmente.

Na B3, o milho encerrou a quinta-feira (10) com ganhos, estimulado pelos fortes ganhos em Chicago e pelo fortalecimento do dólar.  

Trigo em alta

No mercado do trigo, os futuros do cereal em Chicago também avançam, apesar do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) ter indicado, em seu relatório mensal de oferta e demanda (WASDE), um aumento dos estoques finais de trigo nos EUA. Ainda assim, o cereal se encaminha para apresentar valorização semanal, também sustentado pelo abrandamento das políticas comerciais estadunidenses.

TABELAS E INDICADORES
image 110999
Fonte: CommodityNetwork Traders’ Pro.
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Fonte: CommodityNetwork Traders-Pro em relação ao fechamento do dia anterior.
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Fonte: **Estimativas StoneX.
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7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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5 de agosto – Os mercados de ações dos EUA estão em chamas nesta semana, com tanto o Dow Jones quanto o S&P 500 estabelecendo novas máximas históricas ontem, com os futuros indicando novos ganhos novamente hoje; o mercado permanece otimista quanto a um acordo com o Irã, apesar de nenhuma evidência disso até o momento. O petróleo bruto trabalha em uma máxima e uma mínima mais baixas hoje, mas permanece ligeiramente no lado alto na sessão, enquanto o dólar recua de volta em direção à mínima de quase dois meses de segunda-feira. O título de dez anos está estável a mais baixo nesta manhã (embora solidamente mais baixo até agora neste mês), em 4,605%, enquanto o índice VIX continua a se recuperar no meio da semana, com uma leitura de quase 17 pontos nesta manhã.

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