A 31ª edição do Relatório Trimestral de Perspectivas da StoneX Brasil está disponível para download gratuito! Aproveite nossas análises objetivas e de abrangência global, destacando os principais elementos que podem influenciar os mercados no curto prazo. Baixe o relatório completo gratuitamente, clicando aqui.
A abertura dos mercados nesta sexta-feira (11) é marcada por um cenário amplamente incerto entre os investidores, com as bolsas operando sem direção definida nos Estados Unidos, Ásia e Europa. No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) inicia o dia com alguns ganhos curtos. Nesta manhã, o conflito comercial entre Estados Unidos e China permanece no foco dos investidores, após Pequim elevar a tarifa cobrada de produtos americanos de 84% para 125% nesta madrugada, em retaliação à informação divulgada na véspera de que a barreira tarifária aplicada a produtos chineses pelos EUA já soma 145%. Por outro lado, o governo chinês indicou adicionalmente que esta deve ser a última vez que aumentará as suas barreiras de importações contra os EUA, mesmo diante de novos aumentos pela Casa Branca. Ainda assim, o ambiente de tensão persiste, com o governo chinês reiterando que poderá adotar outras formas de retaliação e reafirmando sua disposição de sustentar o embate “até o fim”. Nesse cenário, prevalece a preocupação quanto aos efeitos negativos da instabilidade e da imprevisibilidade das políticas comerciais sobre o crescimento econômico global, com possíveis repercussões mais acentuadas no mercado doméstico norte-americano. Dessa forma, os investidores acompanham também a divulgação da leitura preliminar do índice de confiança do consumidor referente ao mês de março, elaborado pela Universidade de Michigan (Umich), que poderá oferecer novos sinais sobre a percepção dos agentes econômicos diante do ambiente de incertezas no país. Caso os dados corroborem os temores vigentes, especialmente considerando a escalada recente das disputas comerciais, o sentimento de aversão global ao risco tende a ser reforçado, com consequente pressão sobre ativos considerados arriscados, como commodities, ações e moedas de países emergentes, como o real.
Ainda nos Estados Unidos, destaca-se adicionalmente a divulgação do Índice de Preços ao Produtor (PPI) de março no país, que surpreendeu ao registrar uma retração de 0,4% em seu índice cheio, contrariando a mediana das estimativas, que apontava para uma alta de 0,2%. O núcleo do indicador, que exclui os componentes voláteis de alimentação e energia, também apresentou desempenho abaixo das expectativas, com recuo de 0,1%, frente à projeção mediana de avanço de 0,3%. Embora a contenção inflacionária seja um dos principais objetivos do Federal Reserve, desacelerações acentuadas como as verificadas tanto no índice de preços ao consumidor (CPI), divulgado ontem, quanto no PPI, de hoje, podem reforçar a percepção de um possível processo de arrefecimento mais intenso da atividade econômica nos Estados Unidos. No entanto, especialmente no caso do PPI, a tendência nos próximos meses deverá ser acompanhada com atenção, uma vez que as barreiras comerciais impostas pelos EUA podem pressionar os custos da indústria e, posteriormente, refletir em repasses aos preços ao consumidor. Diante desse panorama, a divulgação do PPI contribui para o aumento da aversão ao risco e favorece a busca por ativos considerados “porto-seguro”, como o iene japonês, o franco suíço e o euro, exercendo pressão adicional sobre moedas de economias emergentes, entre elas o real. Para acompanhar as reações do mercado ao cenário incerto global, acesse a Abertura de Câmbio.
Os preços futuros da soja avançaram, mas em ritmo mais lento que os do milho, na manhã desta sexta-feira (11) na Bolsa de Valores de Chicago. Ainda assim, o saldo semanal deve ser superpositivo, depois que o governo Trump voltou atrás e suspendeu por 90 dias o início da cobrança de tarifas de importação sobre a maior parte dos seus parceiros comerciais, aliviando parte das preocupações sobre o escoamento da safra estadunidense.
As tarifas sobre as importações de origem chinesas não foram suspensas, pelo contrário, intensificadas, atingindo 125%. Do lado chinês, Pequim anunciou, nesta madrugada uma elevação das tarifas retaliatórias de 84% para os mesmos 125%, tornando impraticável a importação de soja dos Estados Unidos pela China, transferindo, potencialmente, essa demanda para os suprimentos sul-americanos.
No mercado do milho, os ânimos dos investidores parecem ter se recuperado de modo surpreendentemente positivo, com o grão se encaminhando para acumular seu maior ganho semanal desde maio de 2023. As últimas semanas, marcadas por cenário de grandes incertezas para o comércio mundial trouxe grande volatilidade aos preços do milho, assim como para outros bens. Após momento de baixo, com o anúncio das tarifas de importação para importantes parceiros comerciais dos Estados Unidos, o mercado demonstrou sinais de recuperação para o cereal em Chicago, acumulando fortes ganhos após o anúncio da suspensão das tarifas por 90 dias a maior parte dos países que haviam sido afetados inicialmente.
Na B3, o milho encerrou a quinta-feira (10) com ganhos, estimulado pelos fortes ganhos em Chicago e pelo fortalecimento do dólar.
No mercado do trigo, os futuros do cereal em Chicago também avançam, apesar do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) ter indicado, em seu relatório mensal de oferta e demanda (WASDE), um aumento dos estoques finais de trigo nos EUA. Ainda assim, o cereal se encaminha para apresentar valorização semanal, também sustentado pelo abrandamento das políticas comerciais estadunidenses.




