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Chamada de Abertura

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Grãos | Chamada de Abertura
 
Júlia Viana
 
 
 
SOJA, ÓLEO DE SOJA e MILHO: ALTA; TRIGO e FARELO DE SOJA: BAIXA                                                                                                                                                
Mercado Externo – Estados Unidos: misto; Europa e Ásia: baixa.

Os mercados internacionais são marcados por um movimento de incertezas na manhã desta quinta-feira (24). Nos Estados Unidos, os principais índices com operação em Nova York operam sem direção única na manhã desta quinta-feira (24). Na Ásia e Europa, a maior parte das bolsas operam no campo negativo. Esse movimento reflete a dinâmica do mercado externo, onde a moeda americana se desvaloriza nesta manhã, em meio ao aumento das incertezas quanto à evolução do conflito comercial entre Estados Unidos e China. Durante a madrugada, o governo chinês negou estar negociando qualquer redução tarifária com os Estados Unidos, frustrando as expectativas dos investidores de que o recente tom mais conciliador do presidente norte-americano, Donald Trump, pudesse sinalizar uma fase de distensão nas relações bilaterais. Embora analistas reconheçam que ambas as potências possuam interesse em retomar o diálogo, o grau de complexidade das demandas em jogo, bem como a magnitude das tarifas em vigor — como os 145% adicionais impostos pelos EUA sobre diversos bens chineses e os 125% de retaliação aplicados por Pequim —, dificultam a construção de um acordo sustentável no curto prazo. A escalada recente do conflito se intensificou diante da percepção, por parte de Washington, de que a China representa uma ameaça crescente à segurança nacional dos EUA, especialmente no campo das ambições tecnológicas. A elevação da incerteza, nesse sentido, tem produzido efeitos contraditórios sobre a taxa de câmbio do real. Por um lado, a desvalorização global do dólar, observada nesta manhã, favorece seus pares, impulsionando a apreciação do real. Por outro, a intensificação da aversão ao risco em nível global tende a deslocar fluxos para ativos considerados "porto-seguros", como o iene e os títulos do Tesouro americano, penalizando ativos mais arriscados, incluindo o real.

No Brasil, os investidores também devem acompanhar possíveis sinalizações sobre os rumos da política monetária do país, em meio a falas de diretores do Banco Central ao longo do dia. Ontem, em evento, o diretor de Política Monetária da autarquia, Nilton David, expressou ceticismo em relação ao uso do forward guidance como instrumento de comunicação. Segundo suas palavras, “para mim, o forward guidance não é natural, a não ser que você saiba que está muito longe [do ponto de equilíbrio]”. O diretor, nesse sentido, não antecipou detalhes sobre a próxima decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), no dia 8 de maio, embora o comunicado da reunião anterior tenha indicado a expectativa de um novo ajuste, inferior ao aumento de 1 ponto percentual promovido na última ocasião. Nilton David também afirmou que a atividade econômica e o crédito foram impulsionados, nos últimos anos, por “eventos únicos”, mas que atualmente a economia parece ter atingido um platô, o que pode sinalizar espaço para a moderação no ritmo de aperto monetário. Caso reforcem a perspectiva de menor intensidade nas elevações futuras da taxa Selic, as declarações dos dirigentes podem exercer pressão sobre ativos domésticos, como o real, ao reduzirem o diferencial de juros esperado pelos investidores. Para acompanhar com mais detalhes os temas que movimentam os mercados neste dia, acesse a Abertura de Câmbio.

Soja em alta 

Os preços futuros da soja se mantiveram próximos das suas máximas dos últimos dois meses, na manhã desta quinta-feira (24), acumulando ganhos pela quarta sessão consecutiva. O principal incentivo por trás das altas está relacionado a um alívio nas tensões comerciais entre China e Estados Unidos, nos últimos dias.

Autoridades estadunidenses indicaram a possibilidade de haver um avanço nas negociações para contornar o impasse comercial com a China, minimizando os prejuízos aos produtores de soja do país, que perderiam os fluxos com o principal comprador da soja americana em meio a este cenário com elevadas taxas de importação de ambos os lados.  

Milho em alta

No mercado do milho, as cotações em Chicago se recuperaram da mínima de quase duas semanas, atingida na última quarta-feira (23). No Brasil, apesar do início da temporada um pouco mais chuvoso, espera-se que haja uma trégua nas precipitações, suficiente para que as atividades de plantio consigam avançar na região Centro-Oeste do país. As chuvas, benéficas para o desenvolvimento dos cultivos, e a previsão de seca durante o período de colheita na Argentina ajudaram a limitar os ganhos para o mercado.  

Na B3, os futuros do milho encerraram a quarta-feira (23) em baixa, em linha com o que se observou em Chicago para o mesmo dia, incentivado também pela valorização do real frente ao dólar.

Trigo em baixa

O trigo, por sua vez, não apresenta o mesmo otimismo verificado em outros mercados de grãos, recuando para a mínima de uma semana, enquanto os investidores avaliam o enfraquecimento do dólar no cenário mundial, que incentiva um aumento das exportações dos Estados Unidos. Além disso, tem se observado uma melhora das perspectivas climáticas para as regiões em que a safra de inverno nos Estados Unidos.

TABELAS E INDICADORES
image 111631
Fonte: CommodityNetwork Traders’ Pro.
image 111632
Fonte: CommodityNetwork Traders-Pro em relação ao fechamento do dia anterior.
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Fonte: **Estimativas StoneX.
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Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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5 de agosto – Os mercados de ações dos EUA estão em chamas nesta semana, com tanto o Dow Jones quanto o S&P 500 estabelecendo novas máximas históricas ontem, com os futuros indicando novos ganhos novamente hoje; o mercado permanece otimista quanto a um acordo com o Irã, apesar de nenhuma evidência disso até o momento. O petróleo bruto trabalha em uma máxima e uma mínima mais baixas hoje, mas permanece ligeiramente no lado alto na sessão, enquanto o dólar recua de volta em direção à mínima de quase dois meses de segunda-feira. O título de dez anos está estável a mais baixo nesta manhã (embora solidamente mais baixo até agora neste mês), em 4,605%, enquanto o índice VIX continua a se recuperar no meio da semana, com uma leitura de quase 17 pontos nesta manhã.

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