Internacionalmente, os mercados operam em condições melhores do que no dia anterior. Nos Estados Unidos, os principais índices futuros com atividades em Wall Street operam sem direção única na manhã desta sexta-feira (25). Por outro lado, na Ásia e Europa, as bolsas avançam, recuperando-se de perdas no dia anterior. O foco dos agentes econômicos permanece voltado ao cenário internacional, sobretudo às recentes sinalizações oriundas da China, que, segundo notícias, estaria avaliando a suspensão das tarifas de importação de até 125% atualmente aplicadas a determinados produtos norte-americanos. Adicionalmente, o governo chinês teria solicitado às empresas locais que identificassem bens essenciais cuja importação isenta de tributos seria considerada prioritária. Apesar da ausência de uma comunicação oficial por parte de Pequim, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou publicamente que negociações tarifárias estariam em curso, acrescentando que o presidente chinês, Xi Jinping, teria feito contato direto com ele. As autoridades chinesas, contudo, têm contestado a narrativa norte-americana acerca do estágio e da natureza dessas tratativas. Nos últimos dias, a possibilidade de um desdobramento mais favorável no impasse comercial sino-americano tem estimulado maior apetite por risco nos mercados globais. A percepção de que uma resolução negociada possa mitigar os efeitos negativos do conflito sobre o crescimento econômico global favorece o desempenho de ativos considerados mais arriscados, como ações, commodities e moedas de economias emergentes — entre elas, o real. Nesse contexto, a divulgação do índice de confiança do consumidor de abril, elaborado pela Universidade de Michigan, tende a exercer influência adicional sobre os mercados. Dado o peso do consumo das famílias no dinamismo da economia norte-americana, o indicador é amplamente utilizado como referência para aferir a resiliência da atividade econômica dos Estados Unidos diante das incertezas vigentes.
No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) inicia o dia com algumas perdas. No plano doméstico, o principal destaque da agenda econômica é a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) referente ao mês de abril. O indicador registrou alta de 0,43%, desacelerando frente à variação de 0,64% observada em março, mas superando o resultado de 0,21% apurado em abril de 2024. Com isso, a inflação acumulada em 12 meses acelerou para 5,49%, situando-se novamente acima do limite superior da meta de inflação de 4,5% estipulada pelo Banco Central. Esse cenário contribui para o agravamento das expectativas inflacionárias e aumenta a probabilidade de novos ajustes na taxa Selic ao longo do ano. A elevação da taxa básica de juros, por sua vez, tende a ampliar a atratividade dos ativos de renda fixa domésticos, favorecendo a entrada de capital estrangeiro e fortalecendo a moeda brasileira no curto prazo. Para acompanhar com mais detalhes as notícias que devem movimentar os mercados neste dia, acesse a Abertura de Câmbio.
As cotações da soja em Chicago ganharam novos ânimos, à medida que vão surgindo novos sinais de que deve ocorrer uma redução para as tarifas comerciais entre Estados Unidos e China. Em meio a este cenário, a soja acumula ganhos pelo quinto dia consecutivo, alcançando seus picos mais elevados desde o mês de fevereiro.
O otimismo foi impulsionado pela iniciativa da China de isentar alguns produtos americanos de suas tarifas, um sinal importante de que as tensões comerciais podem estar, de fato, aliviando-se.
Os preços futuros do milho também se recuperam de seus pontos mínimos em algumas semanas. Anteriormente, as cotações vinham sendo pressionadas pelas condições climáticas favoráveis que atingem importantes regiões produtoras de milho, especialmente no Brasil, onde o milho safrinha está em pleno desenvolvimento.
As cotações do milho na B3 registraram uma recuperação após um período de quedas consecutivas. Assim como ocorreu em Chicago, o mercado optou por recomprar contratos em aberto, impulsionado por expectativas de aumento da demanda no médio e longo prazo e pela previsão de estoques mais reduzidos ao final do ano comercial.
Assim como o milho, os futuros do trigo também enfrentam momento de recuperação após dias em baixa, também pressionados pelas condições de cultivo, neste caso, no hemisfério norte. Na fase atual, o trigo de inverno se aproxima da fase final de desenvolvimento, devendo ser colhidos dentro de algumas semanas. Até o momento, as estimativas são positivas para os cultivos nas principais regiões exportadoras, como Estados Unidos, União Europeia e a região do Mar Negro, distanciando-se de uma possível limitação na oferta.




