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Chamada de Abertura

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Grãos | Chamada de Abertura
 
Júlia Viana
 
 
 
SOJA, MILHO, FARELO DE SOJA e TRIGO: ALTA;  ÓLEO DE SOJA: BAIXA                                                                                                                                                 
Mercado Externo – Estados Unidos, Europa e Ásia: alta.

Nos mercados internacionais, o sentimento otimista predomina entre os investidores. As bolsas nos Estados Unidos, Europa, Ásia e no Brasil acumulam ganhos na manhã desta sexta-feira (02). Nesta manhã, o mercado repercute a divulgação do Relatório de Emprego dos Estados Unidos ("payroll"), que revelou, em abril, pelo segundo mês consecutivo, uma criação de vagas acima das expectativas. O dado mostrou geração de 177 mil novos postos de trabalho não-agrícolas, superando a mediana das projeções, que era de 130 mil vagas. Cabe destacar que em março esse indicador também havia ultrapassado as expectativas do mercado, registrando a criação de 238 mil vagas frente à projeção mediana de 137 mil. O relatório indicou ainda que a taxa de desemprego permaneceu estável em 4,2%. Esses dados ganham relevância por serem os primeiros indicadores econômicos importantes referentes ao mês de abril, sendo analisados pelos investidores em busca de sinais sobre eventuais impactos das recentes incertezas institucionais e das políticas adotadas desde o início da administração do presidente Donald Trump. Na véspera, a divulgação de um Índice de Gerentes de Compras (PMI) industrial abaixo das expectativas sinalizou possíveis impactos iniciais negativos no setor manufatureiro. Dessa forma, apesar de certa desaceleração em relação ao mês anterior, os números positivos do mercado de trabalho americano em abril reforçam a percepção de que ainda não há sinais significativos de deterioração econômica em decorrência das novas políticas governamentais, contribuindo para reduzir os receios de uma desaceleração excessiva na economia dos Estados Unidos. Nesse contexto, a mitigação dos temores de recessão favorece o apetite por ativos de risco, tais como ações, commodities e moedas emergentes, beneficiando diretamente o real.

Adicionalmente, no cenário externo, os investidores seguem atentos às negociações comerciais entre Estados Unidos e China. Nesta madrugada, o Ministério do Comércio chinês informou que os Estados Unidos manifestaram interesse em dialogar sobre as tarifas impostas pelo governo Trump e ressaltou que "as portas de Pequim estão abertas para discussões". Esta declaração representa a primeira comunicação oficial chinesa confirmando que os dois países estão efetivamente em negociações, vindo cerca de uma semana após o presidente Trump afirmar que tais conversas já estavam em andamento, afirmação inicialmente negada por Pequim. Além disso, Trump mencionou na quarta-feira acreditar haver uma "ótima chance" de que sua administração alcance um acordo comercial com a China. O progresso nas negociações melhora o humor global, potencializando o interesse por ativos de maior risco e fortalecendo, consequentemente, a posição do real frente ao dólar. Para saber mais detalhes sobre os temas que movimentam os mercados neste dia, acesse a Abertura de Câmbio

Soja em alta 

Os preços futuros da soja acumulam alguns ganhos na manhã desta sexta-feira (02), em Chicago, pela segunda sessão consecutiva. No entanto, a guerra comercial entre Estados Unidos e China segue limitando os ganhos para a oleaginosa.

Apesar das altas recentes, a soja deve encerrar a semana com baixas, devido às preocupações relacionadas à demanda pela soja estadunidense. A China liderava entre os maiores compradores de soja dos Estados Unidos ao longo dos últimos anos. Com a imposição das tarifas a partir de determinações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o comércio entre os países se tornou inviável, com o Brasil devendo substituir o fornecimento dessa demanda chinesa que chega ao mercado.

Milho em alta

Apesar dos ganhos nesta sessão, o milho deve acumular as maiores quedas semanais entre os grãos, nesta semana. O avanço satisfatório da segunda safra de milho no Brasil certamente foi um fator de pressão sobre as cotações. Do lado da demanda, o relatório de exportações semanais dos EUA indicou uma redução de cerca de 13% nas vendas semanais, em relação à média das quatro semanas anteriores, mas o montante se enquadra dentro do que já era previsto pelos analistas.

Trigo em baixa

O trigo sobre nesta sessão, mas deve encerrar a semana no campo negativo. As previsões climáticas favoráveis aos cultivos da região acabaram pressionando os preços do cereal negociado em Chicago.           

A melhora climática que vem sendo observada para a região sul das Grandes Planícies dos Estados Unidos, onde se desenvolve a safra de inverno de trigo, acarretou uma melhora significativa das condições de safra do cereal nesta semana, conforme informou o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

TABELAS E INDICADORES
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Fonte: CommodityNetwork Traders’ Pro.
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Fonte: CommodityNetwork Traders-Pro em relação ao fechamento do dia anterior.
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Fonte: **Estimativas StoneX.
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Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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5 de agosto – Os mercados de ações dos EUA estão em chamas nesta semana, com tanto o Dow Jones quanto o S&P 500 estabelecendo novas máximas históricas ontem, com os futuros indicando novos ganhos novamente hoje; o mercado permanece otimista quanto a um acordo com o Irã, apesar de nenhuma evidência disso até o momento. O petróleo bruto trabalha em uma máxima e uma mínima mais baixas hoje, mas permanece ligeiramente no lado alto na sessão, enquanto o dólar recua de volta em direção à mínima de quase dois meses de segunda-feira. O título de dez anos está estável a mais baixo nesta manhã (embora solidamente mais baixo até agora neste mês), em 4,605%, enquanto o índice VIX continua a se recuperar no meio da semana, com uma leitura de quase 17 pontos nesta manhã.

Matt Zeller
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