No cenário internacional, investidores acompanham divulgações de dados econômicos para os EUA. Os indicadores de atividade econômica e de inflação que serão divulgados ao longo da sessão devem apontar como a economia americana tem se adaptado ao contexto de preocupação com os efeitos econômicos decorrentes das mudanças na política comercial e tarifária americana, intensificadas pelo “choque tarifário” do início de abril. Os dados do PCE devem aliviar temores de uma aceleração inflacionária e desaceleração econômica já em abril, diante do contexto de incertezas vigentes no país. Esse cenário tende a favorecer o dólar frente às demais moedas e exercer pressão negativa sobre o real.
No Brasil, PIB brasileiro acelera no primeiro trimestre de 2025 e reforça percepção de aquecimento da economia. O desempenho robusto da economia no início do ano reforça a leitura de que a atividade doméstica segue aquecida, o que, por sua vez, intensifica a percepção de pressões inflacionárias persistentes. O resultado mais forte da atividade econômica amplia a expectativa de manutenção de um diferencial de juros elevado em relação a outras economias, o que tende a favorecer a entrada de capitais estrangeiros e contribuir para a valorização do real frente ao dólar. Para acompanhar os temas que devem movimentar os mercados no dia de hoje, acesse a Abertura de Câmbio.
O mercado da soja declina por mais uma sessão consecutiva na manhã desta sexta-feira (30), aproximando-se das mínimas das últimas três semanas. Os principais fatores que têm pressionado as cotações da oleaginosa são a oferta a as incertezas em torno das políticas de incentivo ao setor de biocombustíveis nos Estados Unidos.
A colheita de uma safra recorde de soja no Brasil tem colocado muito insumo disponível no mercado. Como a demanda não opera em ritmo tão acelerado como a oferta, os preços acabam operando sob pressão elevada.
Os preços futuros do milho iniciaram a sessão operando com alguns ganhos. No entanto, logo passaram a operar no campo negativo, com as perspectivas positivas de colheita nos Estados Unidos e em outras partes importantes do globo pesando sobre as cotações do cereal em Chicago.
No Brasil, as cotações do milho na B3 também acumularam algumas perdas, influenciados pelo cenário internacional, mas também pelo spread entre os preços físicos e futuros no Brasil. Na quinta-feira (29) essa diferença ficou em R$6,52, um desdobramento da queda de mais de 13% que os preços do milho acumulam no índice Cepea desde o início do mês. Na B3, os preços futuros do milho recuaram cerca de 6,79%.
Os preços do trigo operam de forma semelhante ao milho na manhã desta sexta-feira (30). As estimativas indicam uma colheita farta para a safra que se inicia em breve, apesar da queda nas condições das lavouras conforme apontam as últimas edições dos relatórios semanais de condições de safra dos Estados Unidos, divulgados pelo USDA.
Além disso, consultorias locais têm previsto elevações no volume de exportações de trigo pela Rússia, considerando principalmente uma melhora das condições climáticas para os cultivos na região. Espera-se ainda que a Índia atinja uma produção recorde de trigo neste ano, limitando as chances de algum fluxo de exportações para o país.




