No cenário internacional, divulgação da pesquisa JOLTS pode impactar percepção sobre resiliência do mercado de trabalho americano. O indicador deve detalhar a situação do mercado de trabalho americano no mês de abril, e caso sugira sinais de enfraquecimento, pode aumentar a preocupação dos investidores com o ritmo de crescimento da economia americana, sobretudo diante das incertezas geradas pelas recentes medidas econômicas do governo Trump. Indicadores referentes a meses partir de abril vêm sendo monitorados com maior atenção por investidores, sobretudo diante das dúvidas quanto ao impacto das novas tarifas de importação implementadas por Trump no início do mês. Até o momento, os efeitos concretos das políticas do novo governo sobre o mercado de trabalho ainda são incertos, mas persistem temores relacionados à imposição de tarifas de importação, paralisação de contratações e demissões em larga escala promovidas recentemente em órgãos federais.
No Brasil, o anúncio de alternativa ao aumento do IOF pelo governo pode impactar percepção de riscos fiscais no Brasil. O embate recente entre o Ministério da Fazenda e o Congresso Nacional em torno do aumento das alíquotas do IOF tem gerado um ambiente de volatilidade para ativos domésticos, com investidores se preocupando que a falta de uma alternativa adequada ao imposto possa elevar o déficit fiscal e prejudicar a saúde e credibilidade das contas públicas. O aumento do imposto, anunciado de forma inesperada há duas semanas, gerou forte resistência entre setores produtivos e lideranças políticas. O ministro Fernando Haddad anunciou que apresentará nesta terça-feira (3) um pacote de medidas estruturais que substituam a arrecadação prevista com o IOF. Segundo ele, o impacto fiscal das medidas será superior ao obtido com o pacote de ajuste aprovado no fim do ano passado, e deverá conferir “estabilidade duradoura” às contas públicas do próximo período. O impasse em torno do IOF segue como fator relevante de incerteza fiscal e tende a manter a volatilidade nos ativos brasileiros. No entanto, caso as medidas a serem anunciadas hoje sejam consideradas robustas pelos investidores, é possível uma reversão parcial do pessimismo atual, com reflexos positivos sobre o real e demais ativos domésticos. Para acompanhar com mais detalhes os temas que movimentam os mercados mundo afora neste dia, acesse a Abertura de Câmbio.
Os preços futuros da soja parecem ter se estabilizado após acumularem perdas em sessões anteriores. O mercado da soja tem sido pressionado por uma retomada das tensões comerciais entre China e Estados Unidos, após novas ameaças por parte do presidente americano, Donald Trump. Ele justifica suas ameaças na retórica de que o país asiático estaria descumprindo o acordo com os EUA para a redução mútua das tarifas de importação.
As cotações do milho, assim como as da soja, voltaram a subir depois de algumas sessões em queda. No caso do milho, os preços chegaram a atingir suas mínimas dos últimos seis meses, após o relatório semanal de condições de safra do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), indicar perspectivas favoráveis para a cultura no país.
No Brasil, o mercado do milho iniciou a semana com algumas perdas, pressionado pelo ritmo lento das exportações brasileiras. O mercado ressalta que, apesar de o milho brasileiro estar competitivo internacionalmente, o ritmo de embarques segue abaixo das expectativas dos analistas. A desvalorização do dólar e a queda nos preços em Chicago também contribuíram para os resultados negativos na segunda-feira (03).
Os preços futuros do trigo iniciaram o dia com algumas perdas, após o USDA registrar melhora nas condições de safra do cereal que se desenvolve no país. Tanto as classificações do trigo de primavera, quanto do trigo de inverno apresentaram melhoras na última semana, superando as expectativas dos analistas. A nova atualização contribuiu para que se aliviassem algumas preocupações relacionadas aos rendimentos da safra nos Estados Unidos, o que se refletiu um recuo nos preços nesta manhã, em meio a um cenário mais favorável para a oferta.
Com isso, o cereal perde parte dos ganhos obtidos anteriormente, após um ataque de drones da Ucrânia contra a Rússia.




