No mercado internacional, o Payroll aparece em linha com o esperado, e alivia temores de desaceleração mais rápida do mercado de trabalho nos Estados Unidos. Ao revelar que o mercado de trabalho esteve em linha com o esperado em maio, a divulgação Relatório de Situação de Emprego ("Payroll") reduziu a preocupação dos investidores com relação a potenciais impactos mais imediatos das tarifas de importação americanas sobre o nível de emprego no país. Desde a implementação das amplas tarifas de importação pelo governo americano, em 2 de abril, os investidores têm monitorado com atenção os indicadores econômicos relativos aos meses subsequentes, buscando sinais dos efeitos iniciais dessas medidas sobre a atividade e o emprego. Ao revelar um desempenho moderado para o mercado de trabalho no mês de maio, o "payroll" reduziu os temores de efeitos imediatos negativos das tarifas de importação americana sobre o nível de emprego, o que deve favorecer o movimento de fortalecimento do dólar na sessão, potencialmente prejudicando o real.
No Brasil, investidores aguardam por novas notícias acerca do impasse sobre o IOF. Em meio a resistências do Congresso ao aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), novas notícias acerca do assunto podem impactar os prêmios de riscos exigidos por investidores para ativos brasileiros, o que tende a gerar volatilidade para o real. O impasse em torno do IOF segue como fator relevante de incerteza fiscal e tende a manter a volatilidade nos ativos brasileiros, com investidores podendo se antecipar na sessão de hoje às notícias a serem divulgadas no final de semana. Caso as medidas anunciadas sejam consideradas robustas pelos investidores, é possível uma reversão parcial do pessimismo atual com relação à política fiscal brasileira, com reflexos positivos sobre o real e demais ativos domésticos. Para estar por dentro dos principais temas que movimentam o mercado, acesse a Abertura de Câmbio.
Os preços futuros da soja iniciaram a sexta-feira (06) registrando alguns ganhos em seus contratos negociados na Bolsa de Valores de Chicago (CBOT), no entanto, encerraram o pregão noturno operando no campo negativo. Apesar dos recuos nesta manhã, as expectativas são de que a oleaginosa acumule ganhos semanais, à medida que se observaram indícios de uma melhora nas relações comerciais entre os Estados Unidos e a China, após negociações ao longo da semana.
No mercado milho, a manhã é marcada por novas quedas na Bolsa de Chicago, levando o cereal à sua segunda semana consecutiva de quedas, ao que tudo indica até o momento.
No Brasil, o milho encerrou a quinta-feira (05) com nova valorização, pelo terceiro dia consecutivo, contrariando a conjuntura que tem sido observada em Chicago. Apesar do momento positivo no mercado interno, a valorização do dólar internamente tem reduzido a competitividade do milho brasileiro no mercado internacional.
No mercado do trigo, as cotações parecem ter encontrado maior solidez, também se encaminhando para registrar ganhos semanais. O principal fator de sustentação dos preços do trigo nos últimos dias tem sido a escalada nos conflitos geopolíticos entre Rússia e Ucrânia, que tem um potencial de comprometer o escoamento da safra de trigo da região, importante para suprir a demanda mundial pelo cereal.




