No cenário internacional, os investidores focam na postura da Casa Branca com relação ao conflito entre Israel e Irã. A escalada das tensões e a ausência de avanços diplomáticos reforçam a percepção de que o conflito entre Israel e Irã pode se estender além do esperado, o que intensifica a postura apreensiva entre investidores e pode favorecer ativos considerados "porto-seguros" ao longo da sessão. Nesta manhã, contudo, tal movimento não se mostra tão visível quanto o observado na sexta-feira, quando houve um reflexo mais claro dos temores relacionados ao conflito. Vale lembrar que o conflito no Oriente Médio tende a diminuir o apetite global por riscos, o que, por sua vez, costuma enfraquecer o real.
Na véspera da decisão de juros do Federal Reserve, investidores monitoram novos dados de atividade econômica nos EUA. Os dados divulgados ao longo do dia podem impactar a expectativa sobre a comunicação do Federal Reserve (Fed) na decisão de amanhã. Apesar da expectativa ampla dos investidores seja de manutenção da taxa básica de juros no país, investidores aguardam pelo comunicado da decisão e pelas Projeções Econômicas Sumarizadas, que reflete a leitura dos dirigentes do Fed sobre o cenário econômico. A diminuição mais acelerada da atividade econômica americana pode reforçar a percepção de que o Federal Reserve pode reduzir a taxa de juros antes do que o previsto, o que tende a prejudicar o valor do dólar globalmente e, por consequência, favorecer o real.
No Brasil, a Câmara dos Deputados aprova requerimento de urgência do texto que derruba alta do IOF. O embate entre o Congresso e o governo sobre as medidas de âmbito fiscal pode seguir elevando a percepção de risco entre investidores com relação à saúde das contas públicas no país, o que tende a prejudicar o real. A Câmara dos Deputados aprovou, ontem, o requerimento de urgência para votação do projeto de decreto legislativo (PDL) que revoga o aumento de alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). A Câmara dos Deputados aprovou, ontem, o requerimento de urgência para votação do projeto de decreto legislativo (PDL) que revoga o aumento de alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Para acompanhar com mais detalhes os temas que movimentam os mercados no Brasil e no mundo, acesse a Abertura de Câmbio.
Após forte alta nos últimos dois dias, impulsionada pela alta nos preços do petróleo e pela política de biocombustíveis nos Estados Unidos, os preços futuros da soja se estabilizaram na manhã desta terça-feira (17). O clima favorável para a safra nos Estados Unidos ajudou a limitar os ganhos do setor, ainda assim a soja atingiu a máxima de um mês, e o óleo de soja, a máxima de vinte meses, na segunda-feira (16).
Em geral, os analistas acreditam que o conflito entre Israel e Irã podem atribuir maior volatilidade ao mercado de grãos, devido aos choques nos preços do setor energético, que é impactado mais diretamente pelas tensões.
Os preços futuros do milho operavam de forma mista até a manhã desta terça-feira, mas sob forte pressão das condições das lavouras que estão em estágio inicial de desenvolvimento. Em importantes regiões produtoras, como as Planícies e parte do Meio-Oeste dos Estados Unidos, foram registrados algum volume de chuva nos últimos dias, considerados positivos para o desenvolvimento das plantas nesta fase. Por outro lado, o ritmo acelerado das exportações no país ajudou a sustentar os preços.
Na Bolsa de Mercadorias de São Paulo, B3, o mercado do milho encerrou a segunda-feira com algum recuo, pressionado pela desvalorização do dólar no mercado internacional, o que torna as exportações brasileiras menos competitivas no cenário internacional.
Após uma fase inicial de avanço mais lento, a colheita do trigo de inverno finalmente se expande. No relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), foi informado que a colheita de trigo de inverno está 10% concluída nos EUA, à frente dos 4% computados na última semana, mas ainda assim abaixo da média para o mesmo período dos últimos anos, de 16%.






