No cenário internacional, os mercados financeiros têm movimentos discretos após ataque americano ao Irã no final de semana. Um envolvimento direto dos EUA no conflito entre Israel e Irã era uma escalada nas tensões geopolíticas temida por analistas na semana passada, porém as reações nos mercados financeiros globais se mostram modestas no primeiro dia de negócios após o ataque americano. As reações tímidas dos mercados de divisas e de petróleo surpreendem, visto que se antecipava um movimento de maior aversão ao risco e busca por ativos considerados “portos seguros” em momento de estresse e incerteza. As reações tímidas dos mercados de divisas e de petróleo surpreendem, visto que se antecipava um movimento de maior aversão ao risco e busca por ativos considerados “portos seguros” em momento de estresse e incerteza. Dentre esse arsenal, estão 7 bombardeiros B-2 que lançaram 14 bombas de destruição de bunkers GBU-57, que somente os EUA possuem. Após o ataque, o presidente americano, Donald Trump, anunciou que a missão foi um “sucesso espetacular”, com as instalações nucleares “completamente e totalmente dizimadas” e que qualquer retaliação iraniana aos EUA provocaria um novo ataque americano “em força muito superior ao desta noite”. Agora, analistas debatem como Irã poderá retaliar e quais as possibilidades para a evolução do conflito nos próximos dias. Para acompanhar com mais detalhes os movimentos nos mercados mundiais, acesse a Abertura de Câmbio.
Os preços futuros da soja operam com algumas perdas na manhã na abertura dos mercados nesta segunda-feira, com o foco dos mercados se voltando à escalada dos conflitos na região do Oriente Médio. Mais cedo, as cotações da soja registravam considerável valorização, puxadas pela valorização do óleo de soja em meio à alta do petróleo.
O cenário de instabilidade nos mercados globais se agravou depois que os Estados Unidos atacaram as instalações nucleares iranianas, na madrugada do domingo. Os preços do petróleo tiveram fortes elevações, devido à importância da região para o setor. Com isso, os futuros do óleo de soja se viram diante de um grande impulso, considerando seu papel como matéria-prima para biocombustíveis, substitutos importantes dos combustíveis fósseis.
No mercado do milho, os preços futuros também recuam. O principal motivo por trás dessa desvalorização está relacionado a uma redução das posições vendidas líquidas por parte dos agentes especuladores, algo esperado considerando o ambiente incerto devido aos ataques contra o Irã, inicialmente por parte de Israel e pelos Estados Unidos no final de semana.
Na Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3), os preços do milho operaram de forma mista na última semana. A sexta-feira (20) apresentou fechamento levemente altista, minimizando as perdas ao longo da semana.
O trigo iniciou a semana com algumas perdas curtas, após uma semana de fortes ganhos na semana anterior. Paralelamente, o avanço da colheita do trigo de inverno nos Estados Unidos é um fator que exerce importante pressão sobre o mercado.





