No cenário nacional, a derrubada do aumento do IOF pelo Congresso deve elevar incertezas fiscais no Brasil. O Congresso Nacional aprovou, ontem, o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) que derruba a proposta do governo que elevava alíquotas do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF). A aprovação aconteceu com 383 votos favoráveis à suspensão da medida e 98 votos contrários na Câmara dos Deputados e por aprovação simbólica no Senado Federal. O cenário ainda incerto e o impasse entre Executivo e Legislativo devem continuar gerando apreensão entre os investidores, o que tende a elevar o risco percebido nos ativos brasileiros e pode pressionar o real.
Além disso, em seu relatório trimestral, o BC divulga suas métricas para o IPCA-15. Falas de Gabriel Galípolo também ficam no radar dos investidores. Os investidores nacionais devem repercutir a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de junho, que apontou uma aceleração moderada nos níveis de preços. Além disso, a atenção se volta à publicação do Relatório de Política Monetária (RPM) do segundo trimestre de 2025, que compila uma série de dados e análises relevantes sobre o cenário econômico brasileiro e será comentado, às 11h00, pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.
Internacionalmente, receios quanto à credibilidade do Fed enfraquecem o dólar. No exterior, o Dollar Index recuou nesta manhã abaixo do patamar de 97 pontos pela primeira vez desde 01 de março de 2022 após reportagem do Wall Street Journal (WSJ) afirmar que o presidente dos EUA, Donald Trump, estuda nomear antecipadamente o próximo presidente do Federal Reserve (Fed). As críticas frequentes de Trump ao atual presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, e a possibilidade de uma indicação antecipada para o próximo presidente da instituição aumentam as preocupações de investidores quanto a uma redução da independência do Fed, diminuindo a credibilidade da política monetária americana. Para acompanhar com mais detalhes os temas que movimentam os mercados neste dia, acesse a Abertura de Câmbio.
Os preços futuros da soja encerraram a sessão no campo positivo, na manhã desta quinta-feira (26), mas, ainda assim, seguem próximos das mínimas atingidas há alguns meses. O clima favorável que atinge as regiões produtoras é o principal fator atuando em favor da pressão sobre as cotações recentemente.
Além disto, as expectativas de safras recordes no Brasil devem contribuir para se observe uma elevação da oferta nos próximos meses, provavelmente aumentando o volume da oleaginosa disponível para comercialização internacionalmente, o que pode tornar o produto brasileiro ainda mais competitivo.
No mercado do milho, observa-se um movimento parecido com o que é visto para a soja. O clima favorável, especialmente nos Estados Unidos, e as expectativas de uma colheita abundante do Brasil atuam pressionando as cotações do grão na Bolsa de Chicago. No entanto, apesar da pressão, o trigo ainda encontrou algum apoio, iniciando o dia com cotações positivas.
No Brasil, os preços futuros do milho encerraram a quarta-feira (25) em baixa, voltando a refletir o cenário externo, em que se observa as cotações mais pressionadas. A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC) indicou uma melhora nas exportações de milho no mês de junho, mas os volumes ainda ficaram abaixo das projeções feitas inicialmente pelos analistas.
O trigo, por sua vez, iniciou o dia registrando quedas em suas cotações em Chicago, pelo quarto dia consecutivo. O avanço da colheita do trigo de inverno nos Estados Unidos, além das expectativas de melhorias para a safra russa contribuem para as expectativas de ampliação da oferta global do cereal.






