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Chamada de Abertura

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Grãos | Chamada de Abertura
 
Júlia Viana
 
 
 
FARELO DE SOJA e ÓLEO DE SOJA: BAIXA; TRIGO, MILHO e SOJA: ALTA.                                                                                                                                  
Mercado Externo – Estados Unidos e Europa: alta; Ásia: misto.

No cenário internacional, investidores observam novos dados econômicos nos EUA em meio a sinais de que o Fed pode cortar juros mais cedo. O Índice de Preços das Despesas de Consumo Pessoal (PCE) dos EUA, referente a maio, apresentou variação mensal de 0,1%, em linha com o observado em abril e com as expectativas de analistas. A moderação recente no PCE, embora ainda superior à meta, pode reforçar a percepção de que a inflação americana continua se estabilizando, o que aumenta o espaço para um possível corte de juros pelo Fed. Em testemunho ao Congresso nesta semana, a postura do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, chamou a atenção de investidores ao mencionar que entende que se as pressões inflacionárias permanecerem sob controle nas próximas divulgações, o banco central americano “chegará a um ponto de corte de juros mais cedo do que tarde”. A perspectiva de cortes adicionais nas taxas de juros nos Estados Unidos, estimulada pela desaceleração inflacionária sugerida pelo PCE, tende a reduzir os rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano, o que costuma impactar negativamente o valor do dólar no cenário internacional.

No Brasil, investidores devem observar entrevista do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Em meio à derrota do governo com a revogação do aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), Haddad concede entrevista às 14h30min. A resistência de parlamentares às medidas fiscais planejadas pela equipe econômica do governo tem gerado receios entre investidores quanto à possibilidade de piora das contas públicas. O cenário ainda incerto e o impasse entre Executivo e Legislativo devem continuar gerando apreensão entre os investidores, o que tende a elevar o risco percebido nos ativos brasileiros e pode pressionar o real. Para acompanhar com mais detalhes as notícias que movimentam os mercados pelo mundo, acesse a Abertura de Câmbio.

 

Soja em alta

Os preços futuros da soja operam em alta na manhã desta sexta-feira (27), recuperando-se das mínimas de alguns meses, alcançadas em sessões anteriores. As altas são impulsionadas por ganhos obtidos nos mercados financeiros mundiais, além de avanços nas negociações entre a China e os Estados Unidos para a resolução dos impasses comerciais entre ambos os países.

O foco dos agentes do mercado agora se volta para a divulgação dos dados de plantio dos Estados Unidos, pelo Departamento de Agricultura do país (USDA), com a publicação prevista para a próxima segunda-feira (30).

Milho em alta

No mercado do milho, o movimento é semelhante ao que se observa para a soja. Os preços futuros, negociados em Chicago demonstram recuperação na manhã desta sexta-feira (27), impulsionados por ganhos em mercados financeiros mais amplos, principalmente. Além disso, os investidores estão alinhando suas expectativas para a divulgação da área de plantio pelo USDA na segunda-feira (30).

No Brasil, os preços futuros do milho encerraram a quinta-feira (26) no campo negativo, pressionados pelas perspectivas positivas para a colheita no Brasil e nos Estados Unidos.

Trigo em alta

O trigo também iniciou o dia com ganhos, após acumular perdas nas últimas quatro sessões. O Conselho Internacional de grãos elevou a sua estimativa para a produção mundial de trigo na safra 2025/26 em 2 milhões de toneladas, acreditando que a colheita deva atingir a marca de 808 milhões de toneladas. O principal motivo por trás dessa revisão foi por parte de perspectivas otimistas com relação à safra na União Europeia, que deve se recuperar após um ano de quebra.

TABELAS E INDICADORES
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Fonte: CommodityNetwork Traders’ Pro.
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Fonte: CommodityNetwork Traders-Pro em relação ao fechamento do dia anterior.
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Fonte: **Estimativas StoneX.
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Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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5 de agosto – Os mercados de ações dos EUA estão em chamas nesta semana, com tanto o Dow Jones quanto o S&P 500 estabelecendo novas máximas históricas ontem, com os futuros indicando novos ganhos novamente hoje; o mercado permanece otimista quanto a um acordo com o Irã, apesar de nenhuma evidência disso até o momento. O petróleo bruto trabalha em uma máxima e uma mínima mais baixas hoje, mas permanece ligeiramente no lado alto na sessão, enquanto o dólar recua de volta em direção à mínima de quase dois meses de segunda-feira. O título de dez anos está estável a mais baixo nesta manhã (embora solidamente mais baixo até agora neste mês), em 4,605%, enquanto o índice VIX continua a se recuperar no meio da semana, com uma leitura de quase 17 pontos nesta manhã.

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