No cenário internacional, investidores observam novos dados econômicos nos EUA em meio a sinais de que o Fed pode cortar juros mais cedo. O Índice de Preços das Despesas de Consumo Pessoal (PCE) dos EUA, referente a maio, apresentou variação mensal de 0,1%, em linha com o observado em abril e com as expectativas de analistas. A moderação recente no PCE, embora ainda superior à meta, pode reforçar a percepção de que a inflação americana continua se estabilizando, o que aumenta o espaço para um possível corte de juros pelo Fed. Em testemunho ao Congresso nesta semana, a postura do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, chamou a atenção de investidores ao mencionar que entende que se as pressões inflacionárias permanecerem sob controle nas próximas divulgações, o banco central americano “chegará a um ponto de corte de juros mais cedo do que tarde”. A perspectiva de cortes adicionais nas taxas de juros nos Estados Unidos, estimulada pela desaceleração inflacionária sugerida pelo PCE, tende a reduzir os rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano, o que costuma impactar negativamente o valor do dólar no cenário internacional.
No Brasil, investidores devem observar entrevista do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Em meio à derrota do governo com a revogação do aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), Haddad concede entrevista às 14h30min. A resistência de parlamentares às medidas fiscais planejadas pela equipe econômica do governo tem gerado receios entre investidores quanto à possibilidade de piora das contas públicas. O cenário ainda incerto e o impasse entre Executivo e Legislativo devem continuar gerando apreensão entre os investidores, o que tende a elevar o risco percebido nos ativos brasileiros e pode pressionar o real. Para acompanhar com mais detalhes as notícias que movimentam os mercados pelo mundo, acesse a Abertura de Câmbio.
Os preços futuros da soja operam em alta na manhã desta sexta-feira (27), recuperando-se das mínimas de alguns meses, alcançadas em sessões anteriores. As altas são impulsionadas por ganhos obtidos nos mercados financeiros mundiais, além de avanços nas negociações entre a China e os Estados Unidos para a resolução dos impasses comerciais entre ambos os países.
O foco dos agentes do mercado agora se volta para a divulgação dos dados de plantio dos Estados Unidos, pelo Departamento de Agricultura do país (USDA), com a publicação prevista para a próxima segunda-feira (30).
No mercado do milho, o movimento é semelhante ao que se observa para a soja. Os preços futuros, negociados em Chicago demonstram recuperação na manhã desta sexta-feira (27), impulsionados por ganhos em mercados financeiros mais amplos, principalmente. Além disso, os investidores estão alinhando suas expectativas para a divulgação da área de plantio pelo USDA na segunda-feira (30).
No Brasil, os preços futuros do milho encerraram a quinta-feira (26) no campo negativo, pressionados pelas perspectivas positivas para a colheita no Brasil e nos Estados Unidos.
O trigo também iniciou o dia com ganhos, após acumular perdas nas últimas quatro sessões. O Conselho Internacional de grãos elevou a sua estimativa para a produção mundial de trigo na safra 2025/26 em 2 milhões de toneladas, acreditando que a colheita deva atingir a marca de 808 milhões de toneladas. O principal motivo por trás dessa revisão foi por parte de perspectivas otimistas com relação à safra na União Europeia, que deve se recuperar após um ano de quebra.






