Nesta quarta-feira (dia 09), o mercado continua acompanhando o anúncio de tarifas pelo governo Trump, após o adiamento de 90 dias iniciado em abril. Mesmo assim, as eventuais taxações sobre parceiros comerciais estão previstas para entrar em vigor a partir do início de agosto e, por enquanto, parte dos agentes estão reduzindo sua aversão ao risco, com bolsas ao redor do mundo operando, em sua maioria, em alta nesta manhã.
Mesmo assim, há preocupações com a escalada das tensões comerciais, com expectativas de que novas tarifas por parte dos EUA sejam anunciadas hoje e nos próximos dias, com destaque para a relação com a União Europeia. Além disso, devem ser anunciadas tarifas punitivas a setores considerados estratégicos, como o farmacêutico e o de semicondutores.
Na Ásia, onde o pregão já está encerrado, bolsas da China, incluindo a de Hong Kong, acabaram fechando em queda, diante de dados mostrando o aprofundamento da deflação ao produtor, o que sinaliza uma demanda fraca, com os preços sendo cortados para tentar incentivar o consumo.
As bolsas norte-americanas sinalizam abertura no campo positivo nesta quarta-feira (dia 09), enquanto o Ibovespa futuro está em queda, no aguardo da ata do Fed e da audiência da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.
As cotações da soja terminaram a sessão noturna desta quarta-feira (dia 09), em queda, após terem alternado entre altas e baixas no pregão. A falta de ameaças climáticas à safra norte-americana 25/26 mantém o cenário de balanço de oferta e demanda global sem restrições, somando-se a um resultado recorde no Brasil e a uma produção robusta na Argentina em 2025.
De qualquer forma, o mês de agosto será decisivo para definir o tamanho da safra dos EUA, quando as lavouras estarão passando pelo enchimento de grão.
Pelo lado da demanda, por mais que os biocombustíveis devam favorecer o esmagamento norte-americano, o mercado acompanha a questão tarifária do governo Trump, com anúncio de novas tarifas e previsão de mais taxações nos próximos dias.
O milho terminou a manhã em leve queda, mesmo com os preços mais baixos atraindo compradores ao mercado. No caso do cereal, o mês de julho concentra a polinização nos EUA, que é central para definir o tamanho da safra. Com um crescimento de área e perspectivas climáticas positivas, os EUA podem alcançar um recorde de produção de milho. As condições das lavouras do país mostraram um aumento do percentual bom/excelente para 74%, maior nível para esse período do ano desde 2018.
No Brasil, a colheita da safrinha está em andamento e vem confirmando as expectativas de uma excelente safra, aumentando a disponibilidade do cereal que poderá ser exportado nos próximos meses.
O trigo também recuou, com o período de colheita pesando sobre o cereal, além de condições, no geral, favoráveis nos EUA.
Na Rússia, uma consultoria aumentou as estimativas de exportação de trigo da safra 25/26 em 5,1%, atingindo 42,9 milhões de toneladas. Já as exportações de União Europeia no ciclo 24/25 caíram 35%, ficando em 20,33 milhões, lembrando que houve perdas de safra.






