No cenário internacional, Trump anuncia tarifa de 50% sobre produtos do México e União Europeia. Porém, de maneira geral, os mercados financeiros apresentaram movimentos contidos, o que sugere que investidores permanecem céticos quanto à possibilidade de a Casa Branca elevar drasticamente suas tarifas de importação por tempo considerável. Em tese, o endurecimento da postura comercial dos EUA tende a alimentar receios de uma desaceleração mais intensa tanto da economia global quanto da americana, o que, por sua vez, estimula a busca por ativos considerados “portos seguros” para momentos de estresse e tende a desvalorizar o real. Já a interpretação de que as ameaças de Trump não possuem credibilidade pode atuar no sentido contrário e impulsionar o desempenho de ativos arriscados, como o real.
As reações dos mercados financeiros têm sido discretas, sugerindo que investidores acreditam que o presidente dos Estados Unidos esteja blefando ao ameaçar tarifas mais elevadas, utilizando o tema como instrumento de negociação para pressionar outros países a fecharem acordos comerciais. Essa interpretação é resultado da postura inconsistente da Casa Branca, que já ameaçou, aplicou e recuou na aplicação de tarifas de importação em diversas ocasiões. As novas alíquotas para os países representam, na prática, mais um recuo, visto que o aumento das tarifas foi prorrogado de 10 de julho para 01 de agosto. Diante de novas ameaças de tarifas por Trump e de uma postura cética de investidores, o ambiente de negócios é de leve cautela e de compasso de espera. Para acompanhar com mais detalhes os temas que movimentam os mercados mundiais, acesse a Abertura de Câmbio.
Os contratos futuros da soja operam com alguns ganhos na manhã desta segunda-feira (14), enquanto os investidores aproveitam o momento baixas mais significativas na sexta-feira (11) para fazerem novas compras. No entanto, as boas safras que se desenvolvem nos Estados Unidos limitaram os ganhos para o mercado no pregão noturno.
Além disso, o mercado opera ainda com elevado grau de incerteza, depois que o discurso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, passou a intensificar seu discurso ameaçador com relação às tarifas comerciais.
No mercado do milho, o movimento é semelhante ao que se observa para a soja, na manhã desta segunda-feira (14). Os agentes que operam neste mercado aproveitam os preços mais baixos, alcançados no final da última semana, para aumentarem o volume de compras. Porém, assim como ocorre também para a soja, as condições satisfatórias para a safra em desenvolvimento nos Estados Unidos e o cenário incerto em torno das ameaças tarifárias de Donald Trump limitam os ganhos nesta sessão.
No Brasil, o milho apresentava ganhos ao final da última semana, mas a média CEPEA encerrou a semana com baixa de 1,78%.
No mercado do trigo, os preços futuros também operam em alta nesta manhã, impulsionados pelo movimento de compras observado entre os integrantes do mercado, devido aos incentivos dados pelos preços mais baixos atingidos na semana anterior.
Acredita-se que, com a queda dos mercados acionários globais, depois dos comentários sobre as tarifas comerciais, feitos pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, parte dos investimentos pode estar sendo redirecionado ao mercado de futuros das commodities.






