Em sessão novamente esvaziada de indicadores e eventos, os investidores devem se manter especialmente atentos aos desdobramentos da política comercial americana. Após o fechamento dos mercados ontem, o presidente Donald Trump anunciou ter chegado a um acordo comercial com o Japão e que pretende se reunir com representantes da União Europeia ao longo desta sexta-feira. O anúncio de um entendimento com o Japão e a sinalização de novas negociações contribuem para atenuar os receios de impactos mais intensos nessas economias. Esse cenário tende a favorecer ativos de maior risco, como ações, commodities e moedas de países emergentes. Por outro lado, tal contexto pode ampliar o otimismo com a atividade econômica dos EUA, sustentando apostas em juros mais elevados por mais tempo, o que tende a favorecer o desempenho global do dólar e limitar ganhos do real. Após um início de semana com poucos desenvolvimentos relevantes na frente comercial, o acordo com o Japão passa a representar um ponto de inflexão nas expectativas dos investidores, podendo estabelecer parâmetros para outros acordos atualmente em negociação com Washington. Para acompanhar com mais detalhes os temas que movimentam os mercados nesta manhã, acesse a Abertura de Câmbio.
Os preços futuros da soja encontraram incentivos na manhã desta quarta-feira (23), depois que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) apresentou uma piora nas condições de safra da soja em fase de desenvolvimento nos Estados Unidos. Os cultivos da oleaginosa ainda se encontram em condições satisfatórias e a piora momentânea não deve trazer prejuízos significativos à produção do país, mas acendeu um alerta entre os agentes que operam no mercado.
Além disso, espera-se que os acordos comerciais entre os Estados Unidos e países afetados pelas tarifas sobre o comércio internacional possam impulsionar a demanda por exportações norte-americanas.
No mercado do milho, os preços também apresentaram valorização no início da quarta-feira, recuperando-se de perdas acumuladas nas sessões anteriores. Apesar no momento um pouco mais positivo, as previsões de chuva para o Meio-Oeste dos Estados Unidos e as perspectivas de oferta abundante continuam a pressionar as cotações do milho em Chicago.
Os preços futuros do trigo até chegaram a operar em alta, na manhã desta quarta-feira (23), mas encerraram o pregão noturno no campo negativo. Os ganhos anteriores haviam sido conquistados após a Rússia, que ocupa a posição de maior exportadora mundial de trigo, reduzir suas estimativas para a produção e exportação do cereal nesta safra, o que trouxe preocupações ao mercado, no que tange a capacidade de abastecimento da demanda global.






