No cenário internacional, nova sessão de otimismo entre investidores depende de avanços nas negociações comerciais e dados econômicos nos EUA. Diante do progresso observado nas negociações comerciais dos Estados Unidos com parceiros ontem, os investidores devem permanecer atentos a potenciais novos acordos ao longo da sessão. Paralelamente, a divulgação de dados econômicos nos Estados Unidos pode contribuir para ajustar a percepção de risco e sustentar, ou reverter, o otimismo observado nos últimos dias. Caso novas sinalizações de acordo sejam anunciadas pela Casa Branca, especialmente com parceiros comerciais relevantes, e os indicadores econômicos continuem apontando para a resiliência da economia dos EUA, o cenário pode contribuir para a atenuação das preocupações com os impactos das tarifas de importação. Investidores aguardam possível anúncio de acordo com a União Europeia nos mesmos moldes do pacto firmado com o Japão, o que poderia consolidar uma postura mais moderada da Casa Branca.
Além disso, O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizará na quinta-feira uma visita oficial ao Federal Reserve, segundo informou a Casa Branca. Será a primeira vez em quase duas décadas que um presidente americano comparece à sede do banco central — gesto amplamente interpretado como parte da campanha para pressionar o presidente da instituição, Jerome Powell, a reduzir os juros. A pressão do Executivo sobre o Fed pode prejudicar seriamente a credibilidade da política monetária americana, o que tende a afastar investidores estrangeiros de ativos americanos e a prejudicar o desempenho global do dólar.
Na Europa, O Banco Central Europeu (BCE) manteve inalterada sua taxa básica de juros, em 2,25% a.a. A decisão encerra o ciclo de sete diminuições consecutivas realizada pelo órgão desde setembro do ano passado. Mais do que a própria decisão em si, investidores devem buscar por indícios sobre os próximos passo da entidade, que deve agir com cautela mediante incertezas com relação aos impactos reais das novas barreiras tarifárias americanas na economia europeia. Caso a comunicação reforce o pessimismo com relação à economia do bloco, pode favorecer a expectativa por novos cortes de juros em futuro próximo, o que, por sua vez, tende a fortalecer o dólar frente ao euro e, indiretamente, enfraquecer o real. Para acompanhar os temas que movimentam os mercados mundiais, acesse a Abertura de Câmbio.
Preços futuros da soja operam em alta na manhã desta quinta-feira (24), mesmo diante de notícias de que a China deverá reduzir a produção de suínos e, a partir disso, deve haver substituições no uso de farelo de soja nas rações.
Os agentes que operam no mercado aguardam atualizações acerca das negociações comerciais, com a expectativa de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, convença compradores estrangeiros a expandir seus negócios pelo setor agrícola dos EUA.
No mercado do milho, os contratos futuros negociados em Chicago também se valorizam na manhã de hoje, com a previsão de chuvas favoráveis à produção limitando os ganhos do setor. Paralelamente, avançam algumas negociações entre Estados Unidos e outros países, a fim de resolver impasses comerciais a partir das tarifas impostas por Donald Trump a outros países. As conversas entre Estados Unidos e União Europeia estão em andamento, e há outras conversas com a China agendadas para a próxima semana.
No mercado do trigo, os contratos futuros negociados em Chicago também encerraram o pregão noturno com ganhos, embora persistam as perspectivas de uma oferta global abundante para o mercado. As estimativas que indicam produção elevada para esta safra tem sido fator importante para limitar os ganhos do setor.
O trigo estadunidense se destaca como mais competitivo que o de origem europeia e russa, o que pode atrair novos compradores ao setor.






