No cenário externo, investidores repercutem expectativa por cortes de juros pelo Federal Reserve. Em um dia de agenda econômica esvaziada, o foco dos investidores volta-se novamente para as apostas em torno da condução da política monetária do Federal Reserve (Fed). O principal evento da sessão é a palestra da integrante do Conselho de Governadores do Fed, Michelle Bowman. Na última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), realizada em julho, Bowman divergiu da maioria dos membros e votou a favor de iniciar, já naquela ocasião, o ciclo de cortes na taxa básica de juros. Caso Bowman reforce a percepção de que o comitê está inclinado a iniciar o ciclo de cortes já na próxima reunião, suas declarações podem reduzir as expectativas de rentabilidade dos títulos do Tesouro americano. Esse movimento, por sua vez, tende a enfraquecer o dólar em âmbito global, podendo beneficiar especialmente moedas de países com juros mais elevados, como o real brasileiro.
No cenário doméstico, o mercado de divisas deve repercutir a resposta mais firme do governo federal à imposição das tarifas de importação norte-americanas sobre produtos brasileiros. Ontem, o governo protocolou sua manifestação à investigação conduzida pelo Representante de Comércio dos EUA (USTR), defendendo a improcedência das acusações. A postura mais dura pode intensificar receios de uma escalada nas tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos. Tal cenário, por sua vez, poderia afetar negativamente as exportações brasileiras e reduzir o ingresso de divisas, com potencial desvalorização do real. Para acompanhar com mais detalhes os temas que movimentam os mercados no dia de hoje, acesse a Abertura de Câmbio.
Soja em baixa
Preços futuros da soja iniciam a terça-feira (19) sem grandes variações, encerrando o pregão noturno com algumas perdas curtas. O mercado ainda é sustentado pela redução nas perspectivas de produção para a safra de outono americana, conforme reportado Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em seu Relatório Mensal de Oferta e Demanda (WASDE), na semana passada.
Milho em baixa
No mercado do milho, os preços futuros também operam com perdas na manhã desta terça-feira (19), mas um pouco maiores para o caso do cereal. Uma visita de campo à região do Meio-Oeste dos Estados Unidos indicou fortes projeções de produtividade, mantendo as expectativas de uma colheita recorde no país.
As perspectivas de produtividade de milho nos estados de Ohio e Dakota do Sul são maiores do que no ano passado e da média dos últimos três anos, reforçando as pressões baixistas que o mercado vem enfrentando nas últimas semanas.
Trigo em baixa
No mercado do trigo, de modo semelhante ao milho, os preços futuros acumulam algumas perdas nesta manhã. As cotações do cereal na Bolsa de Chicago são pressionadas por uma revisão positiva para a safra russa de trigo, além das notícias em torno de uma negociação para o fim da guerra entre Rússia e Ucrânia, a partir de encontros do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com os presidentes russo e ucraniano, nos últimos dias.
TABELAS E INDICADORES
Fonte: CommodityNetwork Traders’ Pro.
Fonte: CommodityNetwork Traders-Pro em relação ao fechamento do dia anterior.
Fonte: **Estimativas StoneX.