Colheita do Vietnã Quase Concluída, Competição por Terra é o Principal Fator na Produção
CoffeeNetwork (Nova Iorque) – O setor global de café estava acostumado com previsões amplas para a safra de café do Brasil, feitas por diversas empresas privadas e agências governamentais. Essas estimativas imprecisas dificultavam enormemente a análise do equilíbrio da oferta global. O Vietnã também era mais confiável, com as várias estimativas mostrando pouca variação e muito mais consistência. No entanto, isso mudou, e a safra de café do Vietnã se tornou tão aparentemente controversa quanto a do Brasil.
Em maio, o USDA estimou a safra de café do Vietnã em 27,9 milhões de sacas, uma ligeira queda em relação às 28 milhões de sacas na temporada 2023/24. Em 3 de dezembro, a Associação de Café e Cacau do Vietnã revisou sua estimativa de produção de café de 2024/25 para 28 milhões de sacas, contra uma previsão de outubro de 27 milhões de sacas. Diversas outras empresas privadas estimaram a produção entre 24 milhões de sacas e 30 milhões de sacas, deixando grandes pontos de interrogação quanto ao cenário da oferta de Robusta.
Agora, com a colheita cerca de 90% concluída e as vendas normalmente aumentando antes do feriado do Tet no final deste mês, o mercado de café busca mais clareza sobre a produção no Vietnã.
"O ritmo da colheita realmente foi impactado pelas chuvas de novembro e causou um atraso, no entanto, essa mesma chuva trouxe nutrientes para as árvores, o que resultou em uma safra de melhor qualidade", diz Loïc Scanu, chefe de comércio de café da Tuan Loc Commodities (TLC), em entrevista ao CoffeeNetwork.
"A produção está definitivamente menor este ano", diz Warren Ng, CEO da Vietnam Resource Import Export Corporation (VIMEXCO), uma exportadora de café com sede no Vietnã. Ele afirma em entrevista ao CoffeeNetwork que o envelhecimento das árvores e a redução da área cultivada com culturas concorrentes, como pimenta e durião, resultaram em rendimentos menores para o café, embora ele não tenha mencionado um número exato de safra.
"A área agrícola é limitada aqui e, portanto, o café compete com outras culturas todo ano", concorda Scanu. "Há alguns anos, a China permitiu que o Vietnã exportasse Durian para eles. Muitas áreas de café foram perdidas para o durião, e essa tendência não deve ser revertida por enquanto."
"No entanto, a nova safra deve ser melhor, tanto em qualidade quanto em quantidade", diz Ng. Os agricultores tiveram recursos completos para adotar melhores práticas agrícolas em suas fazendas de café, e a expectativa é que a safra de 2025 possa ser 10% maior em relação ao ano anterior, segundo Ng.
"Enquanto isso, a produtividade pode aumentar e compensar a perda de área", explica Scanu. "O principal fator que analisamos são os fatores de produtividade e a extensão da perda de área de café." Para 2025, a Tuan Loc Commodities acredita que a produção permanecerá inalterada, em 27 milhões de sacas.
Quanto à demanda, Ng acredita que a demanda por café vietnamita está aumentando, tanto no mercado doméstico quanto no exterior. Scanu, no entanto, afirma que a demanda interna é difícil de medir. "Consideramos um pequeno aumento na demanda, ao menos considerando a população em idade de beber café (aumento de quase 2%), além de um pequeno aumento per capita devido ao aumento do poder de compra do país", explicou. "Como a demanda externa está limitada à disponibilidade, ela diminuiu (à medida que a produção de café diminuiu)", continuou Scanu.
"Também observamos que vários clientes conseguiram transferir suas necessidades para os conilões do Brasil, resultando em uma diminuição da demanda potencial. A safra do Brasil está crescendo fortemente e provavelmente superará o Vietnã em alguns anos."
Alexis Rubinstein
*Este artigo foi traduzido por IA*


