A força da segunda-feira diminuiu no mercado noturno, enquanto os traders de ações aguardam a divulgação de dados econômicos importantes esta semana. No entanto, o índice de volatilidade VIX negocia perto das mínimas das últimas duas semanas, em torno dos 15 pontos nesta manhã, enquanto o dollar index negocia com mais firmeza, perto dos 104,3 pontos, o que está logo abaixo das máximas das últimas 12 semanas. Os títulos de 10 anos do Tesouro dos EUA negociam perto de 4,23%, enquanto os títulos de 2 anos negociam perto de 5,03%. Os preços do petróleo bruto estão um pouco mais altos nesta manhã, enquanto os preços dos grãos e oleaginosas estão mais baixos.
As ações chinesas se recuperaram com base em rumores de que o banco central da China pode considerar reduzir em breve o compulsório de bancos, o que se espera que estimule a economia. No entanto, isso também poderia ter um efeito baixista sobre o yuan, o que seria uma preocupação do governo chinês, que deseja que o mundo o veja como uma alternativa forte ao dólar dos EUA. O yuan se manteve relativamente estável próximo a 7,29 em relação ao dólar na sessão de hoje, mas isso é algo que precisamos observar, pois uma queda nas taxas de câmbio poderia desencadear mais fraqueza, indo contra os objetivos de longo prazo da China. Mesmo assim, a economia da China precisa de estímulo. Uma das maiores preocupações atualmente é o setor imobiliário, que viu as vendas nas quatro cidades de primeira categoria caírem quase 23% em relação ao mês anterior em julho, enquanto o estoque de imóveis em oito outras cidades amostradas aumentou um pouco mais de 2% no mesmo período. A maior pressão no estoque é observada em Shenzhen, onde as propriedades não vendidas aumentaram quase 7% em relação ao mês anterior, seguido por um aumento de 5,6% em Xangai. O consumidor típico tem três quartos de seus ativos investidos em imóveis, então um mercado imobiliário em dificuldades tende a reduzir a confiança do consumidor e, portanto, reduzir os gastos do consumidor, e é isso que estamos vendo na China.
No entanto, a China continua comprando soja brasileira em um momento em que normalmente está comprando soja dos EUA de forma agressiva. Fontes afirmam que a China comprou mais 35 carregamentos de soja na semana passada, mantendo o ritmo das semanas anteriores. A demanda fraca de esmagamento no Brasil tem feito com que os preços da soja se tornem competitivos no mercado de exportação, mantendo-os bastante competitivos com os preços da soja dos EUA. Parte disso se deve a problemas contínuos no Canal do Panamá, onde a seca persistente continua mantendo os níveis de água baixos, reduzindo os calados permitidos para os navios e diminuindo o movimento pelo canal. O problema atual deve persistir pelo menos até novembro, abrangendo a temporada de exportações dos EUA. O país compra atualmente para embarque em setembro/outubro. Atualmente, estima-se uma cobertura de cerca de 5,5 milhões de toneladas para o embarque em setembro, com 4,5 milhões dessa quantidade de origem brasileira e menos de 1 milhão de origem dos EUA. Além disso, acredita-se que a China tenha reservado quase 3 milhões de toneladas de soja brasileira para embarque em outubro, com 5,2 milhões de toneladas de soja dos EUA reservadas para o mesmo mês. Compradores chineses temem que a soja reservada pelo Golfo dos EUA possa ter que escolher uma rota alternativa para o Canal do Panamá, o que acrescentaria mais USD 12,25/tonelada, ou mais de 33 cents de dólar por bushel, ao custo da soja dos EUA, além de atrasar sua chegada. Isso é somado às taxas mais altas de barcaças no Rio Mississippi, à medida que os níveis de água diminuem devido à atual onda de calor e seca no Meio-Oeste.
O USDA relatou ontem que 56% da safra de milho dos EUA foi classificada como boa/excelente (B/E) esta semana, queda de 2 pontos em relação à semana anterior. A safra de soja foi classificada como 58% B/E, queda de 1 ponto em relação à semana anterior. Embora tenham caído, ambas as safras tiveram menos deterioração do que o mercado esperava, embora minhas expectativas fossem um pouco mais baixas do que as do mercado. Ainda assim, os preços dos grãos e oleaginosas recuaram no mercado noturno devido à decepção. Este é o tipo de ano que me faz ter menos confiança em meus modelos de rendimento, por razões que expliquei anteriormente, mas esses modelos mostram o rendimento do milho em 174 bushels por acre (10,92 ton/ha) e o rendimento da soja em 50,9 bpa (3,42 ton/ha), queda de 2,3 (0,14 ton/ha) e 0,1 bu/acre (0,01 ton/ha), respectivamente, em relação à semana anterior. O mercado avançou ontem com base na estimativa de rendimento de milho em 172 bpa (10,80 ton/ha) e da soja em 49,7 bpa (3,34 ton/ha) pelo Pro Farmer na sexta-feira à tarde, mas caiu no mercado noturno com estimativas de rendimento semelhantes às mencionadas acima. Isso nos dá uma ideia do que o mercado espera e do que está precificado no mercado. Se confirmadas, as estimativas de rendimento acima nos deixariam com um amplo excedente de ofertas de milho acima de 2 bilhões de bushels (50 milhões de toneladas), uma vez que a demanda seja ajustada, e os estoques de soja seriam apertados, mas adequados. O mercado está satisfeito com isso no momento, porque espera que a América do Sul tenha uma grande safra daqui a seis meses.
Os mercados de grãos e oleaginosas continuam vulneráveis às manchetes, mas o caminho de menor resistência na ausência dessas manchetes é mais baixo. O balanço de O&D de soja tem atualmente a menor margem para erro, mas o mercado mostra pouca preocupação atualmente com o aperto nas ofertas de milho e trigo, mesmo com o relatório do Stats Canada menor do que o esperado nesta manhã. Eu acredito que as safras de milho e soja estão diminuindo, mas até agora faltam dados para indicar que as safras estão ficando pequenas o suficiente para justificar preços mais altos para racionar a demanda. A soja está mais próxima dessa linha, mas ainda acima dela aos olhos do mercado, em grande parte devido a dúvidas sobre a demanda de exportação tanto para o milho quanto para a soja no próximo ano. O mercado espera que o USDA reduza suas estimativas de rendimento no próximo mês após coletar dados das safras do Meio-Oeste, mas também espera que o USDA reduza as estimativas de demanda à medida que corta as estimativas de produção, deixando estoques finais adequados para atender à necessidade. Ralis sustentados exigirão cortes de rendimento maiores do que os atualmente esperados pelo mercado.


