A colheita de soja começa em ritmo lento no Mato Grosso, alcançando 11,9% e entregando números bem variados de produtividade, com mínimas chegando a 20 sc/ha (1,2 ton/ha) e com máximas a 70 sc/ha (4,2 ton/ha). Esses números já eram esperados pela equipe de consultores por terem acompanhado uma chuva bem heterogênea em todo estado, com áreas recebendo muitas chuvas e outras poucas.
As áreas que apresentaram menor produtividade se referem aos produtores que possuem como foco a cultura do algodão ou àqueles que apostaram em plantar bem cedo em um momento que ainda apresentava poucas ou nenhuma chuva.
Ainda é cedo para estimar como será a produtividade no estado. Tudo indica que as próximas áreas colhidas serão um pouco melhores no quesito produtividade por conta das boas quantidades de chuvas registradas no plantio da cultura, além de condições mais favoráveis durante as fases de florescimento e enchimento de grãos, tornando-as mais robustas e saudáveis que as colhidas nesse momento.
Agora as preocupações se voltam para a quantidade de chuva, que pode atrapalhar a colheita e o cronograma de plantio das segunda safras de milho e algodão, mas ainda é cedo para qualquer opinião neste sentido.
Goiás
Já temos algumas áreas colhendo no Sul de Goiás, que vêm apresentando produtividades menores em relação ao potencial da soja que ainda não foi colhida. Porém, as lavouras não vêm apresentando uma quebra significativa como vimos nas primeiras colheitas do Mato Grosso.
No geral as lavouras estão com uma boa qualidade, porém ainda precisamos de chuvas em fevereiro para garantir que a safra não tenha mais cortes. Temos ainda muita soja em desenvolvimento devido ao atraso de plantio.
Esse ano é esperada uma produtividade menor em relação ao ano passado, quando colhemos acima de 60 sc/ha (3,6 ton/ha) em Goiás, porém, as produtividades devem girar em torno de 50 a 60 sacos (3,0 a 3,6 ton/ha) para a região sul de Goiás.
Já a região sudoeste segue com chuvas regulares quase que diariamente. As previsões indicam que as precipitações devem continuar bem nos próximos 15 dias.
A colheita iniciou e tem indicado produtividades melhores que o esperado nessa primeira soja colhida, apesar da qualidade ainda ruim. Essa primeira área de soja colhida tem sido praticamente toda revertida em milho safrinha, para evitar mais atrasos no plantio do cereal.
A safra de soja se encaminha para a reta final de desenvolvimento e algumas regiões já começaram a colheita. As primeiras áreas colhidas estão mostrando um rendimento abaixo do esperado, mas a expectativa é que haja uma melhora à medida que a colheita avance. Apesar disso, devemos diminuir mais uma vez o rendimento médio do estado em nossa próxima estimativa, devido à irregularidade das precipitações em regiões que necessitavam de chuva para se consolidar.
Os negócios de milho estavam aquecidos, fazendo a comercialização avançar e com bons preços até o dia 12/jan. Porém, a semana posterior iniciou com preços no físico mais baixos e poucos negócios acontecendo, devido ao avanço da cobertura das tradings compradoras no estado. Com isso, o basis do milho, que se mostrava favorável para venda de físico, se depreciou novamente. Já na soja, os indicativos de preços pairando os R$100/sc fizeram o mercado esfriar e a comercialização ficar mais lenta.
O foco a partir de agora passa a ser na produtividade final da soja e no comportamento do clima em relação ao início do plantio do milho safrinha em 2024. Ao contrário de outros estados, as vendas da soja 2025 na troca por insumos seguem ainda praticamente paradas no Mato Grosso do Sul.
A colheita gaúcha de milho atingiu uma média de 26% nesta última semana. Regiões como o Noroeste do estado e Missões apresentaram queda significativa nos rendimentos devido a problemas com a cigarrinha e também falta de luminosidade no desenvolvimento da planta. Chuvas ao longo da semana beneficiaram o milho que ainda está em desenvolvimento, mas ainda assim, teremos uma redução da produtividade estimada para o estado, que atualmente é de 115 sacas por hectare (6,9 toneladas por hectare).
Para a cultura da soja, chuvas em todo o estado foram extremamente benéficas para o desenvolvimento das lavouras. Devido ao plantio atrasado em algumas regiões a necessidade de umidade no solo era visível. Algumas microrregiões foram afetadas por granizo e tiveram danos, porém, não acreditamos que estes problemas pontuais afetarão a oferta da safra gaúcha, que segue na casa dos 23 milhões de toneladas.
No Paraná, as colheitas de soja e milho começam a ganhar ritmo. O destaque dessa semana é a piora nas condições das lavouras de soja, com altas temperaturas e chuvas irregulares em todas as regiões produtoras do estado nas últimas 3 semanas. As regiões norte, oeste e sudoeste do Paraná, que estão em fase de enchimento de grão, estão sofrendo um pouco mais, apresentando perdas de potencial produtivo.
Estima-se que nos últimos 20 dias o percentual de lavouras que estavam em boas condições saiu de 88% para 65%, segundo dados do DERAL. Em meio a esse cenário, estamos avaliando novos cortes de produção no estado, que podem atingir até o momento cerca de 10% de quebra em relação ao volume colhido na safra anterior. A consolidação das chuvas previstas para os próximos dias é de grande importância para estancar essas perdas.
Destacamos também o avanço significativo na comercialização do milho safrinha colhido em 2023 nesses últimos 15 dias, enquanto a comercialização da soja segue mais lenta.
Desde a segunda quinzena de dezembro o clima quente vem acometendo grande parte do estado e as chuvas continuam bastante espaçadas. A região de Presidente Prudente foi a única que apresentou uma leve melhora dentre as regiões do estado.
Na região de Taquarituba, Avaré e Paranapanema tínhamos boas condições no início da safra, com um plantio mais adiantado, mas as condições climáticas 35 dias após a semeadura pioraram significativamente, bem como em Ribeirão Preto e Guaíra.
Reportes têm indicado números próximos de 10% a 20% de quebra para a soja no estado caso o clima não performe de maneira favorável às lavouras nos próximos dias.
A comercialização na região também se encontra lenta, assim como no restante do país, com 33% da soja do ciclo 23/24 comercializada, 75% do milho safrinha 22/23 e 8% do cereal do ciclo 23/24.
Minas Gerais
Em Minas Gerais, as chuvas observadas ao longo do mês de janeiro em todo o estado corroboraram para a melhora da qualidade das lavouras plantadas mais tardiamente, estancando maiores perdas potenciais devido à falta de chuva no começo do ciclo 23/24.
Bahia
As chuvas prometidas para a virada do ano vieram conforme previsto e nos últimos dias a condição climática foi favorável para o desenvolvimento das lavouras, com precipitações mais generalizadas e frequentes. As áreas estão conseguindo recuperar parte do potencial produtivo e as previsões de chuva para os próximos dias prometem bons volumes.
A safra 23/24 segue com baixo ritmo de negociação, com produtores na expectativa de que os preços possam melhorar no futuro. Volume comercializado atualmente de cerca de 35% da produção, sem reporte de negócios fechados há vários dias.
BASIS: Maio/24: -244c/bu (SK4)
Em Rondônia, a colheita se encontra acima de 10% e o plantio sendo recém finalizado muito por conta do Órgão de Defesa Sanitária Estadual, que autorizou o prazo limite de semeadura para dia 20/Janeiro. Nas produtividades, os reportes dessas primeiras áreas colhidas giram em torno de 25 a 35 sc/ha (1,5 a 2,1 ton/ha), e a expectativa para as próximas áreas é que esse número tende a aumentar, já que houveram maiores volumes de chuvas na fase reprodutiva. As precipitações nos últimos dias têm se manifestado de forma regular em todo o estado, tanto que em determinados momentos tem até atrapalhado o produtor de seguir com a colheita normalmente. Áreas com expectativas acima de 75 sc/ha (4,5 ton/ha) tiveram bons volumes de água, porém, estiveram sempre expostas a altas temperaturas. Isso fez com que maturassem precocemente, antecipando o ciclo da planta e reduzindo a expectativa de produtividade em até 30%.
Norte/Nordeste
Norte do Paraguai (Região Oriental: Canindeyú, San Pedro e Alto Paraná acima da Rota 2)
Com clima favorável nos últimos dias, a colheita avançou na região, chegando a 20%. A colheita das primeiras parcelas, que foram plantadas no começo de setembro, trouxe uma produtividade média em torno de 2.500kg/ha (41,7 sc/ha). As chuvas foram irregulares, porém abrangeram todas as áreas, o que favorece as lavouras mais tardias, com potencial de produtividade acima dos 3.700kg/ha (61,7 sc/ha).
A comercialização segue lenta, com leve melhora no basis. Referência: -245 cents/bushel.
Sul do Paraguai (Região Oriental: Caaguazú, Itapúa e Alto Paraná abaixo da Rota 2)
O clima continuou favorecendo as lavouras da região Sul, onde a colheita começou, chegando a 10%, com bons rendimentos médios, de aproximadamente 3.000kg/ha (50 sc/ha) para as primeiras parcelas. As médias tendem a melhorar para as áreas mais tardias, com potencial elevado de produtividade, sendo relatado áreas acima dos 4.000kg/ha (66,7 sc/ha).
A comercialização segue lenta, com leve melhora no basis. Referência: -231 cents/bushel.





