Médio Norte (Representatividade da Área de soja do MT: 29,5%): Região que corresponde a Sinop, Sorriso, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum e adjacências. As áreas próximas ao eixo de escoamento (BR163) apresentam condições melhores. À medida que avança para áreas marginais desta sub-região, a quantidade de áreas em condições de déficit hídrico aumenta. Apesar de heterogêneas, de um modo geral, esta é uma das melhores sub-regiões dentro do estado. Existem sim áreas bem acometidas e parte do potencial produtivo talvez não consiga ser recuperado. Nas últimas quinta e sexta-feira, boa parte dessa região recebeu chuvas importantes e a previsão para a próxima semana é de chuva com bons volumes em toda a região. Basis aproximado: -365c/bu (SH24)
Norte (Representatividade da Área de soja do MT: 6,5%): Região que contempla Itaúba, Matupá, Colíder, Nova Canãa, Alta Floresta. Vem sendo bem castigada pela falta de precipitação e calor excessivo. Quanto mais ao norte, mais impactadas foram as áreas. De maneira geral, parte do potencial produtivo da região já foi comprometido. Nas últimas quinta e sexta-feira, parte dessa região recebeu chuvas e a previsão para a próxima semana é de chuva com bons volumes em toda a região. Basis aproximado: -375c/bu (SH24).
Centro-Sul (Representatividade da Área de soja do MT: 7,1%): Região composta por Diamantino, Tangará da Serra, e cidades próximas. Sub-Regiões que ficam ao leste desta região estão sofrendo com o calor intenso e a falta de umidade. Produtores relatam que devido às condições climáticas, houve replantio significativo. Os relatos são de que as perdas devido ao estresse hídrico são de até 6 sc/ha, caso ocorram chuvas uniformes nos próximos dias. As previsões de chuvas gerais estão marcadas para o dia 20 de novembro. Basis aproximado: -375c/bu (SH24).
Noroeste (Representatividade da Área de soja do MT: 7,4%): Nesta região, composta pelas cidades de Brasnorte,Juara e Juína, a atenção é dobrada, visto que algumas regiões pontuais apresentam 20 dias sem chuvas. Em regiões que apresentaram chuvas esparsas, tiveram volumes de média e baixa pluviometria. As chuvas estão previstas para este final de semana nesta região. Basis aproximado: -390c/bu (SH24).
Oeste (Representatividade da Área de soja do MT: 10,7%): Regiões de Campo Novo do Parecis, Sapezal e Campos de Júlio também apresentam recordes de altas temperaturas. A região é também uma forte produtora de algodão safrinha. A situação é delicada, mas podem apresentar melhoras significativas das condições caso ocorram as chuvas previstas para o dia 20. Basis aproximado -380c/bu (SH24).
Sudeste (Representatividade da Área de soja do MT: 19,8%): Campo Verde, Rondonópolis, Primavera do Leste e Paranatinga estão nessa região, que recebeu chuvas de forma muito irregular durante a semana, mas a situação ainda continua delicada. Redução de produção devido ao estresse hídrico já pode ser considerada, porém ainda não é possível quantificar. Todos ansiosos pelas chuvas previstas para o período após o dia 20. Basis aproximado -350c/bu (SH24).
Nordeste (Representatividade da Área de soja do MT: 19,0%): Cidades como Canarana, Confresa e Querência estão nesta região. Provavelmente a região do estado que mais sofreu com seca e altas temperaturas. Já se pode observar redução de produtividade e já existem áreas com replantio. Chuvas aguardadas para o dia 20 precisam ocorrer para evitar maiores danos. Basis aproximado -380c/bu (SH24).
Sudoeste de Goiás
O plantio no Sudoeste de Goiás está praticamente finalizado, com cerca de 1 a 2% restante para a conclusão. A semana foi marcada por altas temperaturas e poucas chuvas nas principais cidades da região. Com isso o risco de replantio gira em torno de 0,3% a 1%, considerando que as chuvas das próximas semanas não ocorram. Hoje a previsão é de 50 a 70mm para a próxima semana, o que tranquilizaria os produtores da região. A produtividade pode ser reduzida em cerca de 2 sc/ha.
Na região Leste do estado, o plantio está em torno de 40%, contra 65-70% no mesmo período do ano passado. O solo da região depende muito da chuva, por ser um solo com cascalhos. As chuvas ainda não foram satisfatórias, o que tem atrasado o plantio, tendo seguido apenas em regiões que possuem pivôs. O plantio deve evoluir à medida que as chuvas forem chegando, porém, as previsões ainda demonstram poucos volumes para a região na próxima semana.
Para a safrinha, já se fala em redução, porém, ainda não se fala em quantidade de redução, aguardando para avaliar quando será possível plantar a safrinha com esse atraso do plantio de soja.
O plantio se encaminha para a reta final, porém a região Norte do estado avançou somente cerca de 3,5%, com os produtores à espera de melhores condições para finalizarem a semeadura. O replantio acontece em regiões muito pontuais, nada generalizado. As previsões de chuvas são boas para os próximos dias e próxima semana. Isso será decisivo para a garantia de um bom início de desenvolvimento das lavouras que estão no campo. Caso contrario, já iremos contabilizar algumas perdas. O estado acumulou de 5 a 20 mm de chuvas na última semana de forma esparça nas principais regiões de cultivo.
Os negócios seguiram ainda um pouco travados, seguindo os receios sobre incertezas de safra e expectativa de preços melhores. Essas mesmas razões fizeram alguns compradores pagarem um pouco mais de prêmio para girar negócios ao longo da semana, tanto de milho quanto de soja, porém nada muito significativo.
A semeadura da soja gaúcha segue lenta, tendo atingido 18% nesta última semana, devido às fortes chuvas que atrasam os trabalhos de campo. Ainda não temos grandes preocupações com a perda da janela de plantio, mas é de suma importância que o tempo abra nessa última quinzena de novembro. Atualmente, nos preocupa mais a possibilidade de aceleração de ciclo da soja já estabelecida, devido aos dias de pouca luminosidade e solo encharcado.
Os prêmios no interior seguem relativamente firmes devido à melhora na margem de esmagamento. A comercialização da safra nova segue em ritmo lento, na casa dos 12%.
Lavouras de milho praticamente semeadas em todo o estado. Milho segue em condição favorável, apesar do excesso de umidade, que dificulta os manejos fitossanitários. O ponto de atenção por enquanto é a sanidade das plantas, já que o clima tem favorecido o desenvolvimento de doenças.
No Paraná, o plantio caminha para a reta final, com a soja alcançando 90% de área semeada. Observamos até o momento boas condições das lavouras nesse início de safra, apesar de algumas regiões, principalmente no sul do estado, enfrentarem alguns problemas nos trabalhos de campo em função dos altos volumes de chuva, o que pontualmente pode reduzir o potencial das lavouras. Estima-se que cerca de 10% das lavouras do estado estariam em condições irregulares, com alguma perda de potencial, mas, no geral, a safra está indo muito bem em todas as regiões, com os trabalhos de campo tendo normalizado essa semana.
Temos chuvas previstas para os próximos dias, que devem continuar mantendo as condições de umidade em todo o estado, garantindo um bom desenvolvimento das safras de soja e milho.
No estado de São Paulo, as regiões de Presidente Prudente e Cândido Mota apresentam as condições mais secas, no entanto, Presidente Prudente recebeu chuvas de 15 a 60 mm nos últimos dias. Maiores volumes devem ser registrados para garantir melhores resultados. Cândido Mota registrou chuvas irregulares, esparsas e pouco volumosas nesta semana, mas ainda sem grandes preocupações quanto à redução de produtividades.
As regiões de Guaíra/Orlândia e Ribeirão Preto vivem neste momento uma realidade muito parecida com as regiões citadas. As melhores condições são observadas em Itapetininga, Paranapanema e Itaberá, com a soja desenvolvendo em condições satisfatórias e, dependendo da região inserida, com um progresso de plantio mais avançado.
As chuvas das próximas semanas serão cruciais para aliviar as preocupações relativas à redução de safra. De maneira geral, o estado como um todo pode atingir pelo menos 60% no ritmo de plantio nesta semana.
Minas Gerais
O estado de Minas Gerais está sofrendo com o clima adverso, assim como diversas regiões do Brasil. A falta de chuvas e as temperaturas excessivamente elevadas estão impactando demasiadamente as lavouras. O ritmo de plantio e as condições de desenvolvimento da soja não estão ideais. O potencial produtivo definitivamente foi afetado no estado, mas espera-se que as chuvas do final de novembro tragam grande alívio para o campo.
Bahia
O Oeste da Bahia registrou altas temperaturas e clima seco nos últimos dias, o que fez com que o plantio na região sofresse um atraso quando comparado aos últimos anos. No último levantamento realizado pela StoneX, a soja se encontrava com 28% da área plantada, ante 58% na mesma época do ano passado.
Já para o milho verão, apenas 3% da área havia sido plantada a sexta-feira (17/nov). Devido à falta de chuva das últimas semanas, podemos esperar alguns casos de replantio se as precipitações esperadas para a região não se concretizem. As previsões possuem melhores perspectivas para o início de dezembro, quando se espera a ocorrência de chuvas de até 70 mm. A safra de soja da Bahia segue estimada em 7,52 milhões de toneladas.
Basis: Luís Eduardo Magalhães - BA = -264c/bu (SK4)
Em Rondônia, de modo geral, produtores relatam temperaturas extremamente altas e chuvas bem irregulares. O plantio é mais atrasado que nos anos anteriores e também preocupante pela consolidação do El Niño. Com isso, considerando a previsão de plantio dos 600 mil hectares, e as perdas de produtividade, a média do estado tende a reduzir significativamente se não houver chuvas nos próximos dias. As estimativas de produtividade ante o período de estresse climático era de 56,66 sc/ha.
Nos mapas climáticos, alguns volumes de chuvas aparecem para dia 21/novembro, e apenas no final do mês mostram bons volumes.
Basis Porto Velho (Porto): -230c/bu (SH24)
Norte/Nordeste
Norte do Paraguai (Canindeyu, Alto Paraná e San Pedro)
A irregularidade das chuvas no início do ciclo fez a janela de semeadura da safra de verão da soja se tornar mais longa que a média histórica. As áreas plantadas em setembro já tem redução de teto produtivo por encurtamento de ciclo, enquanto as de outubro e novembro apresentam boas condições. Devemos ter impacto na decisão de plantio das safras de inverno de soja e de milho, já que as áreas de setembro devem migrar para a soja safrinha, em detrimento do milho safrinha.
Sul do Paraguai (Alto Paraná, Itapuá e Caaguazu)
Chuvas acima do normal levaram a um leve atraso da semeadura da soja no Sul do Paraguai. As áreas da oleaginosa até o momento apresentam condições favoráveis seu desenvolvimento, com boas expectativas de produtividade. Por ora, o clima não deve ser problema para a janela das safras de inverno de soja e de milho.





