Mercado segue incerto sobre resposta israelense Apesar das perspectivas inicialmente apontarem para uma resolução sem novas ofensivas por parte de Israel e Irã, o mercado precificou ao longo do final da sessão de ontem a possibilidade do governo israelense decidir responder aos ataques de Teerã. Tal situação ocorreu em meio a convocação feita pelo primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, do cabinete de guerra do país, com algumas fontes afirmando que a maioria dos presentes eram a favor de uma contraofensiva militar contra o Irã. Em contrapartida, um fator que serviu de barreira à decisão de seguir em frente com um ataque se deu nos pedidos feitos pelo G7, em especial os EUA, de que a resolução dos conflitos entre ambos os países se desse de forma pacífica, evitando uma extensão dos conflitos para outras nações que se encontram na região. É importante destacar que o receio dos países ocidentais em relação a uma ampliação das tensões ocorre em meio a importância do Irã para o mercado petrolífero, tanto em termos produtivos – respondendo por cerca de 3% da oferta global – como em termos geográficos, ficando situado no Estreito de Ormuz, que liga o Golfo Pérsico ao resto do globo e é responsável por escoar cerca de 20% de todo o petróleo demandado diariamente. Nesse sentido, o mercado deve seguir monitorando com atenção as próximas decisões de Tel Aviv, fator que será determinação para a movimentação das cotações do óleo bruto.
Rússia restaura parte do processamento perdido De acordo com fontes comerciais, a Rússia conseguiu restaurar cerca de 10% da capacidade de processamento de petróleo que havia sido afetada pelos ataques de drones ucranianos ao longo do mês de março. O avanço acelerado das manutenções surpreendeu o mercado, que esperava uma maior dificuldade do governo e das empresas russos de obter os equipamentos necessário para manutenção das suas refinarias, conforme a aplicação de sanções mais firme pelos EUA e pela União Europeia. Desde o início de abril, a Rússia não sofre com ataques a grandes centros de processamento por Kiev, em meio as ofensivas feitas por Moscou a importantes instalações de energia elétrica da Ucrânia nas últimas semanas, como também um desencorajamento por parte do governo norte-americano sobre novos ataques, que vinham servido de suporte às cotações do óleo bruto e dos derivados. Nesse sentido, a tendência é de que a Rússia consiga, nas próximas semanas, recuperar o restante da sua capacidade afetada, fator que serve de pressão aos preços do óleo bruto.
China amplia consumo de petróleo De acordo com os dados divulgados pelo Escritório Nacional de Estatísticas da China (NBS, sigla em inglês), o consumo de petróleo pelas refinarias nacionais alcançou 15,09 mbpd em março, marcando alta de 4,4% frente ao registrado no primeiro bimestre de 2024 e uma expansão de 1,3% em relação a março/23. O crescimento da demanda pela commodity no país reflete o bom desempenho econômico, com o NBS evidenciando uma expansão trimestral do PIB em 5,3%, resultando em um aumento da demanda por combustíveis, principalmente o diesel, para fomento das atividades industriais. A produção e as importações de petróleo do país também cresceram, na ordem de 1,2% e 0,7%, respectivamente, compensando a expansão da demanda pela commodity nos primeiros meses do ano. O mercado já vinha precificando um crescimento do volume demandado pela Ásia, principalmente a China e a Índia, com as projeções do DOE já apontando um consumo recorde de petróleo por ambos os países ao longo de 2024 e 2025, fator que contribui para a manutenção das cotações em patamares elevados.
Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em baixa, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 1,691/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma baixa de -0,39% na sessão passado, alcançando USD 10,7219/MMBTU.
- Hoje, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com baixa de 0,00%, alcançando USD 1,691 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em baixa de -0,39%, próximos a USD 10,680 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.