Estoques seguem em alta nos EUA Pela quarta semana seguida, os estoques de petróleo operaram em alta nos EUA. De acordo com os dados divulgados pelo DOE, a expansão semanal foi de 2,73 milhões de barris, com as reservas comerciais totalizando 459 milhões de barris, marcando alta de 6,4% frente ao observado no início do ano. Mesmo com a demanda doméstica crescendo – ultrapassando o observado no mesmo período de 2023 – e as exportações operando acima das máximas históricas dos últimos cinco anos para o início de abril, os estoques se mantiveram suportados pela manutenção da produção em patamares elevados e importações que se mantiveram relativamente estáveis, acima do observado em relação à média de cinco anos e em 2023.
No que tange os combustíveis, tanto a gasolina quanto o diesel sofreram quedas dos estoques ao longo da semana, na ordem de 1,15 milhão e 2,51 milhões de barris, respectivamente, indo em linha com as expectativas do mercado. Em ambos os casos, a manutenção de exportações elevadas manteve as reservas pressionadas, além de uma produção que operou com pequenas quedas em meio a redução do fator de utilização das refinarias. Ainda assim, é importante destacar que, no caso do diesel, a demanda segue bem fragilizada, conforme a redução das atividades industriais do país afeta o consumo do derivado.
Mercado reduz receios sobre exportações iranianas Nas últimas sessões, o mercado veio buscando precificar a possibilidade de novas sanções pelos aliados de Israel – principalmente EUA e União Europeia – como resposta aos ataques iranianos observados no final de semana. Dentre as punições consideradas, havia o receio de que os agentes optassem por sancionar as exportações de petróleo do Irã, fator que acarretaria redução dos fluxos pelo país, que nos últimos meses vem expandindo as suas vendas para compradores externos, principalmente a China. Apesar dos receios, o mercado entende que, nesse momento, esse tipo de movimentação é improvável, dada a importância do Irã como fornecedor global e a possibilidade do país de “revidar” as sanções limitando os fluxos do óleo bruto pelo Estreito de Ormuz, onde é escoado uma parte significativa do petróleo fornecido por importantes produtores da OPEP, como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Kuwait. As perspectivas de que as exportações iranianas não devem ser afetadas por sanções nesse momento contribuiu para as pressões observadas ao longo do dia. Para entender mais sobre a situação, clique aqui.
EUA impõe novamente as sanções à Venezuela De acordo com o Departamento de Tesouro dos EUA, o país não irá retomar a licença de isenção das sanções contra as exportações de petróleo pela Venezuela. No final do ano passado, o governo americano havia implementado uma licença de seis meses sobre as sanções aos produtos energéticos venezuelanos, sob a condição de que a administração Maduro se comprometesse a permitir um monitoramento de agentes internacionais sobre as eleições presidenciais da Venezuela nesse ano. Apesar disso, a desqualificação de alguns candidatos à presidência pelos tribunais do país trouxe receios em relação ao comprometimento do governo venezuelano com o processo eleitoral, permitindo que os EUA optassem por levantar novamente as sanções, que são aplicadas desde 2018. As perspectivas, no entanto, se mantêm de que o monitoramento sobre os fluxos venezuelanos não seja tão intenso, em meio ao receio de que uma redução da oferta pela Venezuela acarrete suporte às cotações do petróleo, cenário negativo para a administração Biden em meio as eleições presidenciais nos EUA, no final do ano.
Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em baixa, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 1,712/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma baixa de -3,03% na sessão passado, alcançando USD 10,38751/MMBTU.
- Hoje, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com alta de 2,92%, alcançando USD 1,762 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em baixa de -1,07%, próximos a USD 10,277 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.