Estoques de petróleo e derivados caem nos EUA Conforme dados divulgados pelo DOE, os estoques de petróleo seguiram em linha com o divulgado pelo API no dia anterior, apresentando queda semanal de 2,51 milhões de barris. A deterioração das reservas foi causada por um avanço relevante da demanda doméstica – que se aproximou das máximas históricas dos últimos cinco anos – e das exportações da commodity, que seguem bem aquecidas. Nesse sentido, mesmo com um cenário de produção e importações em patamares elevados, o mercado norte-americano começa a sofrer com uma redução sazonal dos estoques causadas pela proximidade do período da driving season no país, quando a demanda por gasolina avança de maneira mais acelerada em meio ao aumento das viagens familiares nos EUA.
Em relação aos combustíveis, tanto a gasolina quanto o diesel registraram quedas leves das reservas comerciais, na ordem de 235 mil e 45 mil barris, respectivamente, seguindo caminho contrário ao esperado pelo mercado. Em relação à gasolina, o avanço do consumo e das exportações acabaram sendo os principais fatores de pressão aos estoques, ao passo que, para o diesel, o crescimento da demanda doméstica e a redução das importações influenciaram nas baixas observadas. No geral, o relatório se mostrou altista aos preços do petróleo, em meio a deterioração dos estoques e o avanço do consumo da commodity e seus derivados nos EUA.
Perspectivas sobre próximas decisões do Fed melhoram As perspectivas do mercado sobre a política monetária do Fed melhoraram após o Departamento de Trabalho dos EUA indicar um aumento dos preços ao consumidor (CPI, sigla em inglês) menor do que o esperado nos EUA. De acordo com as informações, o CPI teve um avanço mensal de 0,3% entre março e abril, ao passo que as projeções do mercado apontavam para uma ampliação em 0,4%, sendo a primeira vez em três meses que o indicador opera abaixo das expectativas. Paralelo a isso, o núcleo do CPI e os preços de aluguel registraram o menor crescimento mensal desde 2021, evidenciando uma desaceleração da inflação no país. Tal cenário acabou ampliando as apostas sobre uma redução da taxa de juros básica americana para setembro, fator que suportou as cotações do óleo bruto em meio as perspectivas de que um adiantamento da redução do indicador favoreceria o consumo de petróleo e derivados nos EUA.
Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em alta, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 2,416/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 0,45% na sessão passado, alcançando USD 9,84725/MMBTU.
- Hoje, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com alta de 0,46%, alcançando USD 2,427 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em alta de 0,06%, próximos a USD 9,853 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.