China diminui importações de petróleo De acordo com o GAC, as importações de petróleo chinesas recuaram 8,7% a.a. em maio, ficando em 11,1 mbpd, refletindo o período de manutenções de refinarias e menores margens de refino. Estimativas da S&P Global apontam que a taxa de utilização das refinarias estatais atingiu o menor nível em 12 meses, em 78,7% em maio. Com o resultado do mês, o acumulado das importações de jan-mai recuou 1,1% em relação o mesmo período no ano passado, atingindo 11,04 mbpd. O resultado do mês parece não refletir um cenário pior de consumo de petróleo e derivados no mercado chinês, o que afeta menos os preços dos contratos. A expectativa de curto-prazo é de que as importações voltem a se recuperar nos próximos meses, apoiado pela retomada das refinarias e do maior consumo das unidades de processamento independentes.
Arábia Saudita movimenta mercado O ministro de energia da Arábia Saudita, o príncipe Abdulaziz bin Salman, afirmou que a OPEP e seus aliados devem seguir influenciando o mercado de petróleo e que o grupo pode ajustar suas políticas produtivas de acordo com a “necessidade do mercado”. O país vem liderando os cortes de produção da OPEP+ a fim de garantir preços mais elevados do petróleo no mercado internacional. Assim, a fala do ministro deu fôlego para as cotações ao reforçar a possibilidade da OPEP+ reverter a retomada gradual da produção a partir de out/24, anunciada no último domingo (02) e que foi a causa da queda dos preços no início da semana.
Atualização balança comercial brasileira A nova atualização do MDIC apontou uma queda das importações de diesel em maio, que atingiram 1 milhão de m³ no mês – recuo de 21% em relação ao mesmo período no ano anterior. No acumulado entre jan-mai, o volume atingiu 5,4 milhões de m³, aprofundando a queda no comparativo com 2023 que se observa desde março. A Rússia seguiu a maior fornecedora de diesel para o Brasil em maio, representando 98% do volume no período, seguida dos Estados Unidos (+1%) - com isso, maio se tornou o mês com maior market-share de diesel russo na série. Vale destacar também que, apesar de importações menos aquecidas, a exportação de diesel seguiu elevada em maio, ficando em 80 mil m³ - valor bem acima dos 5 mil m³ registrados em mai/23. Com isso, o acumulado das exportações atingiu 415 mil m³, com o volume destinado principalmente para países da América Latina (Panamá e Argentina) e Estados Unidos.
As importações de gasolina também registraram queda em maio, ficando em 309 mil m³, volume quase 49% menor do que mai/23. No acumulado entre jan-mai, o indicador está em 1,3 milhão de m³, operando em 33,6% de queda no comparativo com 2023. Entende-se que a menor demanda doméstica pelo derivado (frente o avanço do consumo do hidratado) e forte produção do parque de refino interno limitam a necessidade de importação, favorecendo inclusive as exportações da gasolina. De acordo com o MDIC, as exportações do combustível atingiram 136,6 mil m³ no mês – apesar do recuo em relação abr/24 (191 mil m³), ainda se trata de um avanço expressivo em relação ao mesmo período no ano passado (+139%). Assim, com o valor atualizado, as exportações acumuladas de gasolina atingiram 723 mil m³, volume quase onze vezes maior do que o período jan-mai/23, destinado principalmente para o mercado americano e asiático (Singapura e China).
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Importações mensais de diesel (esq.) e gasolina (dir.) - milhões m³

Fonte: MDIC. Elaboração: StoneX.

Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em alta, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 2,821/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 1,86% na sessão passado, alcançando USD 9,50453/MMBTU.
- Hoje, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com alta de 0,89%, alcançando USD 2,846 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em alta de 0,33%, próximos a USD 9,535 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.