Petrobras reajusta preços da gasolina A Petrobras reajustou os preços de revenda de gasolina A pela primeira vez em oito meses, aumentando R$0,20/L a um preço médio de R$3,01/L (+7%) a partir de hoje (09). O reajuste ocorreu após a defasagem com os preços internacionais ter se ampliado a partir de meados de junho, levando participantes do mercado a pressionarem pela alteração dos preços da gasolina A nas últimas semanas.
Entre os fatores que contribuíram para esse aumento da defasagem, é possível destacar o avanço dos preços da gasolina e do petróleo no mercado internacional, com os contratos do Brent e do RBOB avançando 10,4% e 9,5%, respectivamente, desde o início de junho. Outro fator que contribui para o encarecimento das importações de gasolina é a recente desvalorização do real frente ao dólar, com a taxa de câmbio avançando cerca de 3,8% no último mês e chegando a R$ 5,477 ontem (08). Vale destacar que, desde 2023, a estatal segue uma política de preços alternativa a política de paridade internacional (PPI), passando a incluir parâmetros do mercado doméstico para a precificação dos combustíveis, o que adiciona mais fatores a serem considerados nas decisões da companhia.
Ademais, mesmo com o reajuste, a StoneX estima que os preços da gasolina A seguem defasados em R$0,25/L até a manhã dessa terça-feira (09). Por fim, no comunicado oficial da Petrobras, a mesma estima que o aumento de R$ 0,20/L deve acarretar uma valorização de R$ 0,15/L na gasolina comum nas bombas, devido a mistura com o etanol anidro (23%). De acordo com estimativas da StoneX, essa mudança deve ampliar a margem de aumento dos preços do etanol em R$ 0,10/L nos postos paulistas a fim de manter a paridade observada nas últimas semanas no estado (65%), e, para fechar a paridade em 70%, o biocombustível tem potencial para chegar a um valor entre R$ 4,12-4,16/L nas bombas.
Impactos do furacão Beryl A passagem do furacão Beryl no Texas causou danos menores do que antecipados conforme as tempestades perderam força, levando a uma reclassificação para Categoria 1 na segunda-feira (08). Algumas refinarias diminuíram a suas operações em virtude do furacão e impactadas também pelas quedas de energia elétrica ao longo dos últimos dias, mas, em meio danos limitados a algumas unidades, entende-se que elas devem retomar o ritmo normal de produção nos próximos períodos. Dessa maneira, o furacão atravessou as regiões mais sensíveis e a rota prevista não deve atravessar outros polos de refino importantes no Texas de acordo com as previsões mais recentes. Assim, a passagem do furacão acabou contribuindo para a queda dos preços na última sessão em meio impactos limitados sobre o setor de refino, apesar das tempestades terem ocasionado grandes apagões pelo estado.
Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em alta, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 2,366/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma baixa de -0,91% na sessão passado, alcançando USD 10,20425/MMBTU.
- Hoje, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com baixa de -0,68%, alcançando USD 2,35 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em baixa de -0,35%, próximos a USD 10,169 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.