Produção brasileira de petróleo De acordo com a ANP, a produção nacional de petróleo desacelerou entre maio e junho, ficando em 3,4 mbpd. O resultado é levemente abaixo no comparativo mensal (-0,8%), podendo refletir alguns fatores, como o declínio natural e a maior maturidade dos campos, mas também efeitos da paralização de funcionários do IBAMA que atrasaram a emissão de licenças para exploração. Ademais, mesmo com essa queda, o primeiro semestre do ano ainda registra avanço frente o resultado de 2023, com uma média produtiva de 3,37 mpbd, quase 5,2% acima do mesmo período no ano passado. O resultado do semestre ainda foi afetado pela queda em abril, conforme algumas unidades de exploração tiveram operações afetadas devido manutenções programadas. Em geral, espera-se que a produção brasileira siga elevada nos próximos meses, o que deve refletir também no aumento das exportações do óleo bruto.
Produção brasileira de petróleo - mbpd

Fonte: ANP. Elaboração: StoneX.
Decisão da OPEP+ Na última quinta-feira (01), os membros da OPEP+ decidiram manter inalteradas suas políticas produtivas, movimento antecipado pelos investidores. A reunião ocorreu de forma virtual, com os produtores confirmando a redução dos cortes voluntários a partir de outubro, o que deve ampliar a oferta global da commodity no quarto trimestre – período em que já se registra uma queda sazonal da demanda. Ademais, alguns atores do grupo reafirmaram que o cartel estaria flexível para novas alterações da política produtiva, falas que ocorrem em meio a queda dos preços do petróleo nas últimas semanas, com os contratos operando abaixo da marca de USD 80 bbl.
Menor otimismo sobre demanda Em geral, o menor apetite por risco dos investidores contribui para a deterioração dos preços do petróleo, especialmente em meio indicadores macroeconômicos mais fracos na China e nos Estados Unidos – os dois maiores consumidores globais. Desde o início da semana, a China vem divulgando dados que ficam abaixo da expectativa dos investidores, sinalizando uma economia em desaceleração especialmente em setores mais intensivos em combustíveis. Nos Estados Unidos, dados piores que o estimado para o Índice Gerente de Compras (PMI) industrial e para os pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA, além de resultados trimestrais abaixo do esperado de empresas americanas contribui para um temor de uma desaceleração da economia mais intensa que o esperado, conforme analisado no Fechamento de Câmbio ontem (01).
Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em baixa, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 1,968/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma baixa de -1,49% na sessão passado, alcançando USD 9,46288/MMBTU.
- Hoje, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com alta de 1,63%, alcançando USD 2 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em alta de 0,06%, próximos a USD 9,469 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.