Conflitos seguem no Oriente Médio Ao longo dos últimos três dias, as tensões no Oriente Médio aumentaram conforme se observou novas ofensivas promovidas pelo Hezbollah em regiões populosas de Israel. Como contrapartida, o exército israelense iniciou novos ataques aéreos sobre estruturas militares estratégicas do grupo, ampliando os receios em relação à uma escalada das ofensivas por ambos os agentes na região. Paralelo a isso, as incertezas sobre qual será o nível da resposta de Israel aos ataques iranianos observados na semana passada mantém o mercado preocupado, que segue monitorando os fluxos de petróleo por canais considerados vitais para o fornecimento global, como o Estreito de Hormuz e de Bab el-Mandeb. Vale destacar, no entanto, que a oferta da commodity segue normalizada, com os principais produtores do Oriente Médio conseguindo escoar seus produtos para a Ásia e Europa. Diante disso, os especuladores devem seguir monitorando nos próximos dias a evolução dos conflitos na região, buscando precificar os reais impactos no balanço regional do óleo bruto com uma eventual escalada da guerra.
Posição líquida do Brent cresce Após operar em território negativo em meados de setembro, as posições líquidas do Brent registraram crescimento pela terceira semana seguida. De acordo com o relatório divulgado pela ICE na última sexta-feira (04), as posições líquidas da referência alcançaram 41.782, sendo o maior valor desde final de agosto. Entre setembro e início de outubro, os especuladores vêm ampliando as suas posições compradas e reduzindo as posições vendidas da commodity, evidenciando as expectativas mais positivas para os preços do óleo bruto no futuro. Em geral, essa movimentação já era esperada em meio às fortes quedas observadas no final de agosto, apesar das incertezas sobre qual seria o período em que o comportamento dos investidores seguiria nessa linha. O retorno de um mercado operando comprado somado à situação do Oriente Médio acabou auxiliando nas altas observadas ao longo das últimas semanas.
Furacão Milton segue no radar dos investidores Desde o final de semana, o Centro Nacional de Furacões dos EUA (NHC, sigla em inglês) vem alertando sobre a formação da tempestade tropical Milton. Apesar das expectativas iniciais terem sido de um evento climático com impactos de menor proporção, ao longo do dia de ontem foi observado uma mudança desse cenário, com a tempestade chegando a atingir a Categoria 5, o que levou algumas empresas a fecharem as plataformas de petróleo e gás próximas à Flórida, estado que deve sofrer os maiores impactos com a chegada do furacão. Vale destacar, no entanto, que as expectativas seguem de que a tempestade desacelere assim que atingir a costa americana, surtindo poucos efeitos sobre as estruturas existentes na região. Paralelo a isso, vale destacar que o estado da Flórida possui uma participação bem limitada na extração e refino de petróleo dos EUA, com os receios sobre impactos reais se dirigindo mais na frente da demanda por combustíveis – conforme o fechamento de estabelecimentos e os bloqueios de estradas – do que na oferta de petróleo.
Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em baixa, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 2,746/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 3,69% na sessão passado, alcançando USD 9,63067/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com baixa de -3,36%, alcançando USD 2,758 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em baixa de -1,73%, próximos a USD 9,464 MMBTU.