OPEP revisa estimativas sobre demanda global Na segunda-feira, a OPEP atualizou seu relatório de projeções sobre o mercado de petróleo, revisando as estimativas de demanda para 2024 e 2025. Nesse ano, a expectativa do grupo é de um crescimento de 1,93 mbpd do consumo da commodity, cerca de 0,1 mbpd abaixo do número estimado em agosto, refletindo a desaceleração da demanda chinesa e de outras economias centrais. Para 2025, o grupo também diminuiu as projeções de crescimento da demanda, passando de 1,74 mbpd no mês passado para 1,64 mbpd em setembro. Vale destacar que, apesar das revisões, a OPEP ainda apresenta um número maior do que outros agentes e instituições do mercado, com a IEA por exemplo estimando um crescimento abaixo de 1 mbpd em 2024, mas desde julho o grupo tem realizado revisões para baixo do indicador de demanda, o que sinaliza para o mercado que o consumo de petróleo deve realmente enfrentar uma desaceleração ni curto prazo.
Importações chinesas de petróleo De acordo com dados oficiais, as importações de petróleo chinesas recuaram pelo quinto mês consecutivo em setembro, o que reforça a percepção de uma demanda mais enfraquecida no país. O GACC registrou um volume de importação médio de 11,07 mbpd no período (45,49 milhões toneladas), em set/23, o indicador estava em 11,14 mbpd, sendo também quase 4,2% menor do que o volume internalizado em agosto. O número parece refletir a menor atividade das refinarias no mês, conforme se tem margens menores para exportações e um aparente mercado doméstico menos demandante de derivados. O resultado surpreendeu em parte porque se esperava um possível aumento das importações em meio o início das atividades da nova refinaria Shandong Yulong Petrochemical, que tem capacidade de processar até 200 kbpd.
Considerando o resultado entre janeiro e setembro, por sua vez, as importações somaram 412,39 milhões de toneladas, ou 10,99 mbpd em média, o que representa uma queda de 2,8% em relação o mesmo período no ano passado. Assim, é provável que a China encerre o ano com uma queda das importações de petróleo, a depender de como o indicador se comportará nos próximos meses, mas o resultado pode ser amenizado caso os estímulos para a economia chinesa anunciados em setembro tenham efeito sobre a demanda interna do país, mas trata-se ainda de resultados bastante incertos para o curto prazo.
Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em baixa, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 2,632/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma baixa de -0,45% na sessão passado, alcançando USD 9,40576/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com baixa de -3,14%, alcançando USD 2,591 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em baixa de -2,35%, próximos a USD 9,184 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.