China estabelece cotas de importação para 2025 Na terça-feira, o governo chinês estabeleceu o primeiro lote de cotas para importação de petróleo para 2025, com o volume total somando 257 milhões de toneladas (5,16 mbpd), cerca de 5,8% maior do que os limites de anos anteriores (2021-2024). A última vez que se teve um aumento das cotas de importação foi em 2021 (+20%), conforme o país aumentava a capacidade de refino doméstica em ritmo acelerado. A motivação para esse reajuste parece ser similar aquela de 2021, conforme se tem o início das operações de grandes unidades de processamento, especialmente do setor petroquímico, com as indústrias do segmento buscando ampliar suas cotas individuais para o próximo ano. Apesar da sinalização positiva para o mercado de petróleo chinês, o aumento das cotas não implica no crescimento das importações, com esse indicador dependendo da demanda interna por combustíveis, mas essa vem registrando ritmo de desaceleração nos últimos meses dado o enfraquecimento da economia chinesa como um todo.
Estoques globais de petróleo seguem em queda As estimativas sobre os estoques globais de petróleo apontam que o indicador se encontra no menor nível em mais de dois anos, refletindo os déficits acumulados nos últimos trimestres, ficando abaixo da média sazonal para o mês de outubro. Em geral, as reservas em praticamente todas as regiões têm estado abaixo dos níveis de 2023, com o volume nas Américas e Oriente Médio atingindo as mínimas sazonais para o indicador e não conseguindo retomar a patamares mais elevados. Até setembro, esse era o padrão para a maiores das regiões, com exceção do continente asiático, conforme países do bloco se aproveitaram de preços menores no mercado internacional frente anos anteriores para expandir seus estoques domésticos e abastecer a demanda crescente pelo óleo bruto, comprando em ritmo mais acelerado que o consumo e levando as reservas para acima das máximas sazonais. Entretanto, nas últimas semanas, observa-se uma reversão do indicador com uma forte queda que impactou ainda mais o resultado global em outubro. Na medida que se observa uma desaceleração do consumo em algumas regiões, especialmente a China, a hipótese é de que esses países limitaram o ritmo de compras em detrimento dos estoques formados ao longo do ano.
Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em alta, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 2,312/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 1,68% na sessão passado, alcançando USD 8,84051/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com alta de 3,76%, alcançando USD 2,343 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em alta de 1,05%, próximos a USD 8,933 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.