Estoques de petróleo operam em queda nos EUA Diferente das expectativas do mercado e do divulgado pelo API na terça-feira (03), o relatório do DOE apresentou uma redução semanal dos estoques de petróleo nos EUA em 5,1 milhões de barris. A queda das reservas está atrelada a um novo aumento da demanda doméstica pela commodity, que atingiu o maior valor desde junho, totalizando 16,91 mbpd. Mesmo em um cenário de consumo aquecido, o mercado norte-americano seguiu exportando volumes significativos, com o indicador alcançando 4,23 mbpd. Tal cenário é permitido em meio à uma produção que segue operando em patamares recordes (13,5 mbpd), além de importações que seguem próximas às máximas históricas dos últimos cinco anos para o período (7,29 mbpd). Apesar da oferta maior, os estoques americanos seguem se deteriorando, tocando as mínimas históricas dos últimos cinco anos para o final de novembro, fator que acaba contribuindo para evitar maiores quedas dos futuros do óleo bruto.
Os derivados, principalmente a gasolina e o diesel, em contrapartida, registraram altas semanais dos estoques na ordem de 2,36 mbpd e 3,38 mbpd, respectivamente. No caso da gasolina, a recuperação ocorreu em meio à manutenção de uma produção mais elevada – apesar da demanda pelo combustível seguir superando os níveis de 2023 e as médias históricas dos últimos cinco anos, em um período marcado pelo aumento das viagens no feriado de Ação de Graças. No caso do diesel, a deterioração das reservas segue movida por uma demanda fragilizada pelo derivado no país, que atingiu o segundo pior valor de 2024, enquanto a produção operou acima das máximas históricas dos últimos cinco anos para o período. Esse cenário de consumo menor e produção oferta elevada permite que os EUA consigam manter as exportações aquecidas, rompendo as máximas históricas para o final de novembro.
Expectativas seguem de novo adiamento dos cortes voluntários Os países membros da OPEP+ iniciaram hoje, às 08h00, a reunião ministerial que determinará a política produtiva do grupo para os próximos meses. Conforme evidenciado nas análises da StoneX, fontes anônimas do grupo confirmaram nos últimos dias a tendência de que os membros decidam por um novo adiamento da retomada de parte da produção, em meio à uma demanda global mais fragilizada e o aumento da oferta por produtores que não fazem parte da OPEP+, o que elevou os receios sobre um balanço menos apertado em 2025. Vale destacar que, além desses fatores, foi acordado em junho/24 que os Emirados Árabes Unidos poderiam retornar cerca de 300 kbpd ao mercado a partir de janeiro/25, o que acaba sendo considerado como um fator limitante de retomada da oferta por outros players no início do próximo ano. Dessa forma, o mercado deve se manter atento ao desenvolvimento das discussões do grupo no dia de hoje, com novas atualizações sobre o tema podendo movimentar os futuros do óleo bruto.
TABELA DE COTAÇÕES - FECHAMENTO DO DIA ANTERIOR

Fonte: ICE, NYMEX. Elaboração: StoneX.