Estoques de petróleo seguem em queda nos EUA Conforme dados divulgados pelo DOE, os estoques comerciais de petróleo nos EUA operaram com uma queda semanal de 934 mil barris. Apesar da queda ser menor do que o divulgado pelo API (-4,69 milhões) e da mediana do mercado (-1,1 milhão), o indicador seguiu abaixo das mínimas históricas dos últimos cinco anos para o período. A queda responde principalmente ao avanço significativo das exportações, que atingiu o maior valor desde final de julho. Paralelo a isso, apesar de uma redução do fator de utilização das refinarias, o consumo da commodity se manteve aquecido, acima das médias históricas. A produção caiu, mas se manteve acima dos 13,6 mbpd, o que permite a manutenção de uma demanda doméstica e externa aquecidas.
Os estoques de diesel, pela primeira vez em três semanas, registraram uma redução expressiva, em 3,18 milhões de barris. A baixa responde ao avanço forte da demanda pelo combustível que, após ficar abaixo da média histórica por diversas semanas, atingiu o maior valor do ano, totalizando 4,5 mbpd – sendo também o maior nível demandando desde mar/22. As reservas de gasolina, por outro lado, seguiram a trajetória sazonal de alta – apesar de se manter abaixo das mínimas históricas dos últimos cinco anos para o período. A manutenção da produção elevada pelas refinarias domésticas e um crescimento das importações contribuiu para esse cenário superavitário do derivado fóssil ao longo da semana.
Novas expectativas sobre taxa de juros nos EUA Um fator que chamou a atenção do mercado se deu na atualização das projeções econômicas do Fed para 2025. Conforme evidenciado no Fechamento de Câmbio da StoneX ontem (18): “No documento, o comitê sinalizou sua intenção de desacelerar o ritmo do afrouxamento monetário iniciado em setembro, justificando a medida com base na avaliação de que, desde então, "a atividade econômica continuou a se expandir em ritmo sólido," enquanto "a taxa de desemprego permanece baixa" e "a inflação continua relativamente elevada". Diante dessa postura mais cautelosa, os representantes do Fed esperam dois cortes de 25 pontos base para 2025, com as projeções de um crescimento em 2,1% do PIB norte-americano influenciando em novas pressões inflacionárias no país – fator que deve permitir a manutenção de taxa de juros elevadas. Vale lembrar, por fim, que as incertezas ao redor das políticas econômicas a serem adotadas pela nova Administração Trump é outro fator que contribui para essa maior cautela dos representantes. Para o mercado de petróleo, a movimentação por parte do Fed acaba trazendo perspectivas de uma demanda mais arrefecida, em meio à desaceleração das atividades econômicas causada pelo combate à alta dos preços no país.
Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em alta, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 3,374/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 0,27% na sessão passado, alcançando USD 8,73341/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com alta de 4,59%, alcançando USD 3,46 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em baixa de -0,19%, próximos a USD 8,717 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.