Vendas de combustíveis no Brasil Na última semana, a ANP liberou os dados parciais das vendas de combustíveis em dez/24, com o mês apontando uma queda do consumo de diesel B e gasolina, enquanto o etanol hidratado manteve a alta. O consumo de diesel B registrou forte queda frente ao realizado de dezembro/23, em 7%, totalizando 4,98 milhões de m³, em meio à uma redução expressiva da demanda por fretes gerada pela queda do volume de bens exportados pelo Brasil, que no mesmo período apresentou diminuição de 20,5%. Outro fator que contribuiu para a redução das vendas no comparativo com o último mês de 2023 se deu pela antecipação das compras de diesel no final do ano retrasado em meio à reoneração dos combustíveis em janeiro/24, influenciando em volumes comprados acima do usual.
No acumulado de 2024, a demanda por diesel B totalizou 64,2 milhões de m³, marcando avanço de 2,6% em relação à 2023. O forte resultado de vendas ao longo do segundo semestre – com a ANP registrando três meses (julho, agosto e outubro) com volumes acima de 6 milhões de m³ - gerado pelo aumento dos fluxos de bens e produtos sendo escoados dos centros produtivos ao mercado doméstico e terminais de exportação acabou por influenciar em um consumo maior do combustível, cenário que deve se manter ao longo de 2025, em meio às previsões de boas safras agrícolas e de atividades econômicas mais aquecidas no país.
Os combustíveis leves, por sua vez, seguiram apresentando resultado misto em dezembro, com as vendas de gasolina C recuando 3,76% a.a para 3,9 milhões m³ enquanto a demanda de etanol hidratado ficou em 1,9 milhão m³ (+3,08% a.a). Para ambos os combustíveis se trata de um aumento frente o mês anterior, conforme a demanda por Ciclo Otto costuma crescer no final do ano, mas em geral o consumo de combustíveis leves recuou frente o mesmo período em 2023 em quase 4%. Considerando o resultado do ano, por sua vez, a demanda por Ciclo Otto expandiu 3,3% para quase 59,3 milhões m³, em linha com as estimativas da StoneX, liderado especialmente pelo consumo de etanol hidratado (+33,3% a.a) em meio a maior competitividade do biocombustível frente a gasolina, a qual recuou 4,12% a.a para 44,1 milhões m³. Entende-se que o crescimento da economia, especialmente do consumo das famílias, favoreceu o aumento de circulação de veículos leves e impactou positivamente a demanda por combustíveis, cenário que deve se manter em 2025.
Posicionamento dos Houthis no Mar Vermelho Após o acordo entre Israel e Hamas, os houthis afirmaram que irão limitar os ataques à navios comerciais no Mar Vermelho, visando apenas aqueles ligados a Tel-Aviv. Em um comunicado, o grupo esclareceu que irá cessar com as “sanções” sobre navios de empresas americanas ou britânicas e de ou aqueles que estiverem navegando com essas bandeiras, mas que irão retomar os ataques caso se tenha algum tipo de represália contra o Yemen. Desde novembro/23, os Houthis realizaram mais de 100 ataques à navios comerciais, o que levou a uma mudança das rotas de transporte, com empresas preferindo contornar a África a passar pela região do Mar Vermelho. Conforme discutido nos últimos diários, as empresas de transporte marítimo ainda devem manter essas rotas alternativas no curto prazo antes de retomarem a navegação pelo Mar Vermelho, a fim de validarem a segurança da região.
Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em alta, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 4,258/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma baixa de -0,62% na sessão passado, alcançando USD 9,61401/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com baixa de -7,64%, alcançando USD 3,771 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em baixa de -0,45%, próximos a USD 9,571 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.