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Diário de Petróleo

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Demanda americana de diesel atinge maior valor desde março/22
 
Bruno Cordeiro
Isabela Garcia

Na última quarta-feira (29), o contrato mais ativo do Brent encerrou a sessão em queda, sendo negociado a USD 75,61 bbl (-1,17%). Os contratos do WTI seguiram a mesma trajetória, cotados a USD 72,62 bbl (-1,56%).

Os preços do petróleo recuaram em meio ao avanço dos estoques comerciais de petróleo e gasolina nos EUA. Paralelo a isso, a redução dos riscos em relação à disrupções produtivas na Líbia acabou auxiliando nas pressões baixistas sobre os futuros da commodity.

Hoje pela manhã (30), o contrato do Brent para vencimento em abril/25 é negociado em torno de USD 75,65 bbl (+0,09%) até as 08h50. O mercado segue monitorando as discussões sobre as tarifas americanas a serem aplicadas no Canadá e no México a partir de fevereiro.

DOE registra expansão dos estoques de petróleo De acordo com os dados divulgados pelo DOE, pela primeira vez em nove semanas, os estoques comerciais de petróleo operaram em alta nos EUA, de 3,46 milhões de barris. A construção das reservas já havia sido antecipada pelo API e também pelas projeções do mercado, em meio a mais uma semana em que as baixas temperaturas no território norte-americano seguiram dificultando a atividade de refino em algumas regiões, com o FUT caindo 2,4 p.p. no período. Os efeitos do cenário climático sobre a produção de petróleo se mostraram menos intensos, com o indicador se mantendo acima dos 13 mbpd. Vale destacar que, apesar do avanço, os estoques comerciais seguem abaixo das mínimas históricas dos últimos cinco anos para o período, fator que segue no radar dos investidores.

A gasolina também registrou um avanço das reservas, em 2,96 milhões de barris, em meio à um forte avanço das importações, que garantiu uma oferta doméstica maior do derivado mesmo em um cenário de diminuição da produção interna. O diesel, por outro lado, apresentou uma queda expressiva dos estoques, em 4,99 milhões de barris. Ao longo das últimas semanas, a demanda do derivado para calefação de ambientes parece ter ganhado força, com o indicador operando no maior valor semanal desde março/22, carretando diminuição do volume disponível para exportações. Apesar do resultado, as expectativas para as próximas semanas são de um consumo menos aquecido, em meio às previsões de normalização das temperaturas nos EUA.

Rússia deve registrar queda das exportações em fevereiro De acordo com alguns traders da Europa e da Ásia, o diferencial entre os preços do petróleo russo e outras referências alcançou o menor valor em quase dois anos, conforme o avanço significativo dos custos de frete para transporte do produto ofertado pela Rússia acabou ampliando os prêmios de transporte para outras regiões. Alguns cálculos apontam que a movimentação, somada à um aumento esperado do refino doméstico para o próximo mês, deve garantir uma queda mensal de 8% das exportações de da commodity pela Rússia ao longo do mês de fevereiro, com o envio pelos portos ocidentais caindo de 1,73 mbpd para 1,6 mbpd. Vale destacar, ainda, que de acordo com o Ministério de Petróleo da Rússia, a produção de óleo bruto pelo país apresentou queda de 2,8% em 2024, totalizando 10,32 mbpd, influenciada principalmente pelos cortes voluntários do país, acordado com outros membros da OPEP+. 

Gás Natural
  • Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em alta, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 3,535/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma baixa de -1,17% na sessão passado, alcançando USD 9,11302/MMBTU.
  • No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com baixa de -9,39%, alcançando USD 3,203 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em baixa de -0,14%, próximos a USD 9,100 MMBTU.
  • Energia

Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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Comentários de Abertura

7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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