DOE registra avanço dos estoques nos EUA De acordo com os dados divulgados pelo DOE, pela quarta semana seguida, os estoques de petróleo operaram em alta nos EUA. O avanço registrado foi acima do apontado pelo API e das estimativas de mercado, em meio à manutenção da produção em patamares recordes e um menor volume transferido das reservas comerciais para as estratégicas (SPR), com o DOE reduzindo as compras de barris ao longo de fevereiro. A demanda pela commodity se manteve relativamente estável, com o fator de utilização das refinarias se posicionando próximo aos 85% - acima do observado em 2024, evidenciando o menor impacto da temporada de inverno sobre as atividades de processamento ao longo desse início de ano.
Os estoques de diesel e de gasolina, por outro lado, registraram quedas na ordem de 2,1 milhões e 151 mil barris, respectivamente. Em relação ao diesel, a forte recuperação da demanda para calefação de ambientes contribuiu para um balanço mais deficitário do produto, mesmo em um cenário de avanço da produção e da importação. A gasolina, por outro lado, mostrou um balanço menos apertado, com a demanda doméstica menor garantindo a manutenção de exportações aquecidas do derivado fóssil. Apesar da redução dos estoques, vale destacar que, sazonalmente, a movimentação de baixa tende a ser mais agressiva nesse período frente ao realizado, com os estoques se posicionando em níveis mais confortáveis.
Cazaquistão mantém produção recorde Apesar dos receios em relação à uma retomada lenta dos fluxos pelo oleoduto CPC, algumas fontes do setor industrial do país confirmaram que dados oficiais do governo apresentaram uma produção de petróleo próxima a 2,12 mbpd ao longo da segunda semana de fevereiro, valor recorde para a série histórica. Paralelo a isso, somente o campo de Tengiz registrou uma oferta total de 0,92 mbpd, volume significativamente maior frente ao observado em janeiro, de 0,64 mbpd. Apesar do resultado, ainda é incerto a capacidade de escoamento desse produto, principalmente por conta da afirmação das autoridades russas de que 30% a 40% da capacidade de transporte do CPC segue inviabilizada, dificultando a normalização dos fluxos para as cidades portuárias da Rússia.
Outro ponto que segue no radar do mercado se dá na retomada dos fluxos do oleoduto de Ceyhan, que conecta a região de Curdistão, no Iraque, à Turquia. Desde 2023, o transporte de petróleo por essa via foi interrompido após as autoridades regionais do Curdistão tensionarem as relações com Bagdá, acarretando paralisação das exportações por essa via aos compradores turcos. De acordo com o governo central do Iraque, as expectativas são de uma retomada dos fluxos pela via ao longo dos próximos dias, em meio aos novos diálogos com Curdistão e Ankara. Ainda assim, conforme noticiado, ainda não foi observado uma retomada das exportações pelo oleoduto, com o mercado monitorando de perto as discussões na região.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.