DOE registra aumento dos estoques de combustíveis Na última quarta-feira (26), o relatório DOE surpreendeu ao mostrar uma queda dos estoques de petróleo em 2,3 milhões de barris – valor maior do que o apresentado pelo API. Esse movimento se deve especialmente ao aumento do fator de utilização das refinarias na semana, com a demanda atingindo o maior patamar desde meados de janeiro em 15,7 mbpd. Um destaque é o aumento dos estoques em Cushing, OK, com alguns analistas apontando esse movimento com o maior recebimento de petróleo canadense em preparação para a possível retomada das tarifas de Donald Trump, tendo prazo para o início de março.
Para os derivados, entretanto, registrou-se uma alta dos estoques de gasolina e diesel na ordem de 369 kbpd e 3.908 kbpd, respectivamente. Essas quedas, especialmente a do diesel que não era antecipada, refletem uma menor demanda doméstica, que volta a operar em torno da média sazonal, e das exportações. Nesse cenário, o aumento da produção pelas refinarias garantiu um balanço interno superavitário.
Donald Trump anuncia suspensão da licença de Chevron na Venezuela Um dos fatores de suporte para as cotações é a decisão dos EUA em pressionar a produção da Venezuela ao revogar a licença de operações de petroleira estrangeira no país. A administração Biden havia concedido uma autorização para a americana Chevron operar na Venezuela em 2022 sobre a condição de que o governo local deveria realizar eleições – uma medida de alívio das sanções em troca de medidas concretas para reestabelecer a democracia. Desde então, de fato ocorreram eleições, mas marcada pela repressão de opositores e reeleição de Nicolás Maduro sob acusações de fraude pela comunidade internacional. Nesse contexto, Trump publicou em uma rede social a seu intensão em revogar a autorização da Chevron a partir de março.
Em 2024, a produção média de petróleo pela Venezuela aumentou para 965 kbpd, com a petroleira americana respondendo por quase 203 kbpd desse volume, de acordo com estimativas do setor. Trata-se de um aumento de quase 181 kbpd da produção nacional frente 2023, com quase 38% desse volume adicional sendo produzido pela Chevron – com a produção da empresa tendo se aproximado dos níveis anteriores as sanções de 2019 (224 kbpd).
A maior pressão de Trump sobre a Venezuela ocorre após a administração americana também aumentar as sanções contra o Irã, visando minar os ganhos desses governos com o comércio internacional de óleo bruto. No curto prazo, essa revogação da licença deve trazer impactos importantes sobre a produção e exportações venezuelanas – cujo principal comprador sendo os próprios EUA.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.