Receios sobre oferta global continuam Após a Arábia Saudita anunciar, na segunda-feira (03), a extensão dos cortes voluntários de 1 mbpd para agosto, o Ministro de Petróleo do país, Abdulaziz bin Salman, confirmou que o governo saudita fará o que for necessário para garantir o equilíbrio do balanço de O&D global, além de frisar a importância da Rússia anunciar a redução das exportações da commodity em 0,5 mbpd. A fala evidenciou que ambos os países – dois dos três maiores produtores de petróleo do mundo – seguem se comprometendo com cortes mais significativos da oferta para garantia do suporte aos preços do óleo bruto, fator que trouxe receio ao mercado em relação à um aperto no balanço global da commodity ao longo dos próximos meses.
Indicadores econômicos negativos limitam maiores altas Na sessão de ontem, a divulgação de indicadores econômicos negativos nos EUA e na China limitou maiores altas dos preços do petróleo. Em relação aos EUA, os novos pedidos de bens industriais cresceram abaixo do esperando – marcando alta mensal de 0,3%. frentes às expectativas de uma expansão em 0,8%. Somado a isso, o PMI se serviços da China, calculado pela Caixin, marcou forte queda, de 3,2 p.p, alcançando 53,9 pontos, ao passo que as projeções apontavam para uma diminuição menor, de 0,9 p.p. Na Europa, houve uma revisão do PMI composto da Zona do Euro pela S&P, indo de 53,9 pontos para 49,9 pontos, indicando desaceleração das atividades industriais e de serviços na região. Tal cenário trouxe preocupação em relação à demanda global por petróleo, conforme a forte correlação entre desempenho econômico e consumo da commodity.
API registra nova queda dos estoques de petróleo nos EUA De acordo com o API, as reservas de petróleo nos Estados Unidos recuaram 4,4 milhões de barris na última semana, marcando mais um período de queda. O valor está em linha com o que demais agentes do mercado esperavam, e oferece suporte para as cotações do óleo bruto por se tratar de mais uma semana de forte recuo dos estoques – semana passada, o DOE havia registrado uma queda de 9 milhões de barris – o que pode levar as reservas para abaixo das médias históricas dos últimos cinco anos. As reservas de combustíveis, por sua vez, seguiram em alta, com a gasolina e diesel aumentando em 1,6 e 0,6 milhão de barris, respectivamente.
Petróleo amanhece em estabilidade Hoje pela manhã (06), as cotações abriram a sessão em estabilidade, com o contrato do Brent para vencimento em setembro/23 operando em USD 76,74 (+0,12%) até as 9h10. Mercado aguarda a divulgação das estatísticas semanais do DOE para entender melhor a tendência do consumo de derivados no país, com fundamentos mistos ainda limitando a recuperação dos contratos do óleo bruto nas primeiras horas da sessão.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)
Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.