Estoques de petróleo em queda nos EUA Os Estados Unidos registraram mais uma semana de forte queda dos estoques de petróleo na última semana, o que alimentou a tendência de alta da commodity. De acordo com o DOE, as reservas recuaram 10,6 milhões de barris no período, seguindo abaixo da média sazonal para agosto. A queda ocorreu a despeito de um aumento da produção, que se encontra nas máximas dos últimos cinco anos, e um leve recuo do consumo, refletindo o aumento das exportações que seguem nos maiores níveis para o mês de agosto. Os combustíveis, por sua vez, apresentaram um cenário misto, com a gasolina registrando uma leve queda de 214 mil barris enquanto os estoques de diesel aumentaram 1,2 milhão de barris no mesmo período.
Rússia e Arábia Saudita devem anunciar novos cortes Na semana passada, rumores envolvendo cortes de oferta pela Rússia e Arábia Saudita reverteram o sentimento baixista do mercado, oferecendo fôlego para os contratos do petróleo. Antecipa-se que a Arábia Saudita anuncie um corte produtivo voluntário de 1 mbpd, e que a Rússia também estenda as restrições de exportações em 300 kbpd, ambos para outubro. Tais decisões devem pressionar ainda mais a oferta global, em meio uma recuperação da demanda na Ásia e estoques em patamares abaixo das médias sazonais. Com isso, mercado já precifica os impactos dessas decisões, o que levou o Brent a acumular uma alta de quase 4% em apenas duas sessões, levando-o também para os maiores patamares desde novembro.
Vendas de combustíveis no Brasil De acordo com os dados divulgados pela ANP, as vendas de diesel B alcançaram 5,71 milhões de m³, marcando aumento de 3,36% frente a julho/22 e rompendo as máximas históricas para o período pelo terceiro mês seguido. No acumulado anual, o indicador totaliza 36,92 milhões de m³, alta de 2,5% frente ao ano anterior. Tal cenário evidencia uma demanda aquecida pelo combustível, guiado principalmente pela situação das safras de soja e milho, com ambas quebrando novos recordes da série histórica. O início de um terceiro trimestre positivo indica que o consumo do derivado deve se manter em alta nos próximos meses, que sazonalmente se apresentam como o período de expansão da demanda por diesel no país.
Petróleo amanhece em estabilidade Hoje pela manhã (04), as cotações abriram a sessão em estabilidade, com o contrato do Brent para vencimento em novembro/23 operando em USD 88,56 (+0,01%) até as 09h20. Apesar das perspectivas em relação aos novos cortes promovidos pela Arábia Saudita e Rússia, os preços seguem pressionados pelos receios sobre a situação da economia global, conforme o mercado aguarda uma desaceleração do crescimento em regiões chaves, como EUA, Europa e Ásia.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.