Estoques de petróleo caem nos EUA De acordo com os dados semanais publicados pelo DOE, os estoques de petróleo registraram queda de 2,17 milhões de barris, valor acima do esperado pelo mercado (-1,2 milhão), além de seguir caminho contrário ao divulgado pelo API, que apontou na terça-feira (26) um avanço das reservas em 1,58 milhão de barris. A motivação por trás da queda segue se mantendo nos altos volumes de exportação, que operam próximo às máximas históricas sazonais (4,01 mbpd), enquanto a demanda doméstica continua acima das médias históricas (16,06 mbpd). Conforme explicado no Diário de Petróleo de ontem (27), outro fator que preocupa os agentes petrolíferos se dá na situação dos estoques de Cushing. Com a queda semanal de 943 mil barris, a região agora conta com 22% de sua capacidade total preenchida, valor considerado baixo e que pode impactar a retirada do óleo bruto desse hub de estocagem, em meio ao contato do produto que está mais ao fundo dos estoques com água e sedimentos, o que prejudica o processo de refino.
As reservas de gasolina e diesel, por outro lado, registraram expansão no comparativo semanal na ordem de 1,02 milhão e 398 mil barris, respectivamente. no caso da gasolina, uma demanda doméstica retraída somada à redução sazonal das importações compensou a queda produtiva observada na semana, gerando um balanço superavitário do produto. Já em relação ao diesel, a alta dos estoques foi motivada não somente pela redução do consumo interno e externo, mas também por uma expansão da produção, que se aproximou das máximas históricas sazonais dos últimos cinco anos.
Rússia mantém vendas de petróleo acima do price cap De acordo com rastreadoras marítimas, a Rússia vem aumentando os preços de venda dos barris tipo Urals para compradores indianos, chegando nessa semana a operar 30% acima do price cap estabelecido pelo G7, de USD 60 bbl. Os baixos estoques russos e a redução voluntária das exportações permitiram essa elevação nos preços do produto para o mercado externo, que segue sendo demandado de maneira regular, visto a sua atratividade financeira frente as demais referências, além do fato de que o óleo bruto provido por Moscou garante rendimentos maiores de diesel, principal derivado consumido pela Índia, o que favorece também a sua aquisição. Nas próximas semanas, o mercado deverá seguir monitorando a evolução dos preços dos barris russos e os possíveis impactos sobre as exportações pelo país, que segue reduzida em meio às decisões feitas por Moscou.
Spread entre o Dated Brent e Urals - USD/bbl
Fonte: Platts, StoneX. Elaboração: StoneX.
Petróleo amanhece em baixa Hoje pela manhã (28), as cotações abriram a sessão em queda, com o contrato do Brent para vencimento em novembro/23 operando em USD 96,13 bbl (-0,45%) até as 09h30. O petróleo recua na sessão de hoje após ganhos recentes por conta da manutenção das expectativas pessimistas para a demanda do óleo bruto e seus derivados. A perspectiva de uma política monetária contracionista pelos países centrais, dentro de um contexto de combate à inflação, prejudica a atividade produtiva nessas economias e deve reduzir o consumo da commodity pelos próximos meses.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.