Correção técnica dos contratos O petróleo acumula três dias seguidos de alta, a maior sequência de recuperação no último mês. O movimento ocorre após a expressiva queda dos futuros na semana passada, a qual levou o Brent para USD 79 bbl em meio preocupações com a demanda global. Em geral, indicadores macroeconômicos menos positivos na Europa, Estados Unidos e China alimentaram pessimismo de investidores e reforçaram a tendência de queda, apesar de não se ter novos dados de consumo nesses países. Assim, após o episódio da semana passada, o petróleo encontra espaço para recuperar parte das perdas, mas ainda opera abaixo dos valores praticados antes da reversão das expectativas e distante dos valores de setembro, indicando que preocupações com a demanda global ainda permanecem na precificação dos contratos.
IEA atualiza projeções de demanda global A atualização do relatório mensal de petróleo da Agência Internacional de Energia (IEA) indica um balanço global menos apertado, com o aumento da produção nos Estados Unidos e no Brasil superando as expectativas iniciais, o que deve levar a oferta global para um recorde em 2023 em 101,8 mbpd. Apesar disso, a demanda deve atingir 102 mbpd nesse ano – impulsionada pelo consumo chinês, o qual representa 75% do aumento global em 2023 - o que ainda mantém o balanço global deficitário. Vale mencionar, no entanto, que a IEA projeta uma desaceleração do crescimento da demanda em 2024 – um aumento de 0,93 mbpd contra os 2,4 mbpd desse ano – influenciado pela desaceleração econômica em países da OCDE.
OPEP revisa projeções de demanda global De acordo com o relatório mensal da OPEP, o grupo projeta que a demanda global deva atingir 102,11 mbpd em 2023, um leve aumento de 0,05 mbpd em relação as projeções de setembro. O valor acompanha os números da IEA, mas assumem um tom mais otimista em relação com os valores para 2024, com a OPEP estimando um consumo de 104,36 mbpd – um crescimento de 2,25 mbpd no comparativo anual. Parte do aumento em 2023 reflete uma recuperação do consumo nos Estados Unidos, da China e da América Latina, com o grupo também estimando um aumento da demanda desses players para o ano que vem. A oferta do grupo em outubro, por sua vez, registrou leve alta de 80 kbpd no comparativo mensal, impulsionada pelo Emirados Árabes Unidos, Irã e Angola.
Petróleo amanhece em estabilidade Hoje pela manhã (14), as cotações operam em estabilidade, com o contrato do Brent para vencimento em janeiro/24 operando em USD 82,4 bbl (-0,15%) até as 09h25. Investidores aguardam a divulgação do CPI norte-americano, buscando entender como o indicador deve influenciar a política monetária do Fed nos próximos períodos, além de esperar a atualização do API em relação a variação dos estoques nos Estados Unidos, após a agência registrar a construção de quase 12 milhões de barris na semana passada.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.