Israel nega rumores de cessar-fogo Um dos fatores de suporte da sessão foi a rejeição de um acordo de cessar-fogo em Gaza por Israel. O primeiro-ministro do país, Benjamin Netanyahu, negou a proposta do Hamas que envolveria o fim dos ataques em Gaza em troca do retorno dos reféns israelenses, mas o secretário de estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, afirmou que ainda haveria espaço para negociação, com as conversas de um acordo também ocorrendo no Egito e no Qatar. Em geral, situação em Gaza acaba aumentando as tensões geopolíticas no Oriente Médio, com a ação de diversos grupos podendo escalar para um conflito mais generalizado, que por sua vez poderia afetar a oferta de petróleo na região. Ademais, a rejeição de um termo de paz pode estender também a situação no Mar Vermelho, conforme os Houthis defendem os ataques a navios comerciais em solidariedade a Palestina, afetando os fluxos globais de produtos, e afetando especialmente o mercado de combustíveis.
Índia aumenta consumo de petróleo De acordo com dados do governo indiano, a demanda por petróleo e combustíveis registrou alta em janeiro, apoiado pela maior atividade econômica do país. Assim, estima-se que o consumo de óleo combustível expandiu 8,2% no comparativo com jan/23, refletindo a atividade industrial mais aquecida, enquanto outros combustíveis como diesel e gasolina também registraram avanços no comparativo anual. O aumento em relação aos níveis de dez/23, por sua vez, foram marginais, mas a expectativa é de que 2024 seja marcado pelo crescimento da demanda por combustíveis. A IEA aponta que a Índia deva se tornar o principal driver do crescimento da demanda global por petróleo nos próximos anos, superando a China em meio ao crescimento econômico acelerado no país – tanto pela atividade de alguns setores mais intensivos em combustíveis, como a indústria, mas também pelo aumento de frotas de veículos leves e pesados.
DOE registra alta dos estoques Divergindo das estimativas do API, o Departamento de Energia dos Estados Unidos registrou a expansão de 5,5 milhões de barris das reservas comerciais de petróleo na última semana. O movimento interrompe a sequência de queda dos estoques que se verificou desde dezembro e afastando as reservas das mínimas sazonais. O resultado reflete o consumo doméstico no período, que ainda não se recuperou desde a onda polar que atravessou os EUA em janeiro, com a demanda ficando em 14,8 mbpd contra os 16,5 mbpd registrado no início do ano. Além disso, a produção se manteve em patamares elevados, operando em 13,3 mbpd – recuperando-se plenamente após a situação de janeiro. No caso dos combustíveis, observou-se uma queda dos estoques, com a gasolina e diesel recuando 3,1 e 3,2 milhões de barris, respectivamente. Em geral, a semana foi marcada pela recuperação da demanda de ambos os derivados, enquanto a produção seguia em movimento contrário, com a FUT do país em 82%.
Petróleo amanhece em alta Hoje pela manhã (08), a sessão abriu em alta, com o contrato do Brent para vencimento em abril/24 operando em USD 80 bbl (+1%) até as 09h20. Trata-se da quarta sessão que o Brent opera em alta, e, apesar de não reverter as quedas da semana anterior, mostra uma recuperação dos contratos em meio os riscos geopolíticos no Oriente Médio.
Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em baixa, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 1,967/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 0,79% na sessão passado, alcançando USD 9,42599/MMBTU.
- Hoje, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com alta de 1,27%, alcançando USD 1,992 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em alta de 0,91%, próximos a USD 9,512 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.