Relatório de estimativas OPEP A atualização do relatório de estimativas da OPEP mostra uma visão mais otimista do grupo em relação a demanda global em 2024 e 2025. As projeções se mantiveram estáveis em relação ao relatório de janeiro, apontando um crescimento do consumo em 2,25 mbpd em 2024 e 1,85 mbpd no ano que vem ao refletir as expectativas de melhor desempenho econômico de alguns países. As projeções, no entanto, destoam das estimativas da IEA - a qual espera um aumento mais tímido do consumo global em 1,24 mbpd e deve atualizar suas métricas na quinta-feira (15). Ademais, o relatório de fevereiro da OPEP também trouxe atualizações sobre a produção do grupo, indicando uma retração de 350 kbpd em janeiro para 26,34 mbpd – refletindo os cortes voluntários assumidos pelos países membros no ano passado. A queda, no entanto, é menor do que a defendida pelo grupo que somaria quase 700 kbpd, conforme países como Kuwait e Iraque seguem produzindo acima de suas respectivas cotas – apesar de terem retraído a oferta em janeiro.
API aponta queda dos estoques de gasolina O API registrou um aumento de 8,5 milhões de barris de petróleo na última semana, o que estenderia o resultado apontado pelo DOE na semana passada. Em geral, a recomposição dessa semana parece refletir mais uma queda da demanda das refinarias, com a FUT recuando 1,6% no período, em meio uma produção doméstica expressiva. Ao contrário do petróleo, ambas as reservas de derivados registraram quedas fortes durante a semana, com a gasolina recuando 7,23 milhões de barris e o diesel 4 milhões de barris, muito acima dos valores estimados pelo mercado. A tendência pode ser explicada pelo menor ritmo da produção de derivados enquanto se verifica uma recuperação da demanda interna, movimento que se observa nas últimas semanas após a onda polar que atravessou o país em janeiro.
CPI dos Estados Unidos A atualização do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos em janeiro ficou acima das estimativas do mercado, o que pode afetar a decisão do Fed nos próximos meses. O indicador expandiu 0,3% no mês, contra os 0,2% estimados pelos analistas e levando o acumulado anual para 3,1% - o núcleo da inflação, por sua vez, ficou em 0,4%, com o acumulado de 12 meses em 3,9%. A meta de inflação do país definida pelo Banco Central é de 2% no ano, e a expectativa do mercado era de que o Fed iniciasse o seu corte de juros ainda no primeiro semestre de 2024 em meio ao maior controle do indicador nos últimos meses. No entanto, o resultado acima do estimado da inflação, somado a indicadores do mercado de trabalho no país, reforçam que a postura mais cautelosa do Fed pode se manter e atrasar o início desse corte de juros. Para o petróleo, esse cenário tem efeitos negativos no mercado físico, diante uma demanda menos aquecida refletindo a desaceleração das atividades econômicas, como também pela financeirização ao afetar os preços de ativos arriscados.
Petróleo amanhece em alta Hoje pela manhã (14), a sessão abriu em alta, com o contrato do Brent para vencimento em abril/24 operando em USD 83,03 bbl (+0,3%) até as 08h30. Mercado segue refletindo as perspectivas positivas da OPEP sobre a demanda global em 2024, mas escalada dos contratos é limitada pelos dados da economia norte-americana e os sues impactos sobre a política do Fed nos próximos meses.
Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em baixa, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 1,689/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 0,94% na sessão passado, alcançando USD 9,84963/MMBTU.
- Hoje, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com baixa de -1,54%, alcançando USD 1,663 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em alta de 0,18%, próximos a USD 9,867 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.