Tensões no Oriente Médio seguem altas Os bombardeios israelenses na região de Rafah seguem se intensificando nos últimos dias, com os temores de uma ofensiva terrestre na região pelo exército de Israel crescendo. Paralelo a isso, a incapacidade do Conselho de Segurança da ONU de alcançar acordos de cessar-fogo amplia os receios do mercado de que um aumento das tensões na região desencadeie a entrada de novos agentes na guerra, incluindo importantes países árabes produtores de petróleo, que defendem a interrupção dos ataques em Rafah em meio a alta concentração de civis na região. A situação, somada a continuidade dos ataques houthis no Mar Vermelho, serve de suporte às cotações do óleo bruto, em meio às preocupações sobre possíveis impactos à oferta global da commodity.
API aponta alta dos estoques americanos De acordo com os dados divulgados pelo API ontem, no final da tarde, foi registrado uma ampliação semanal de 7,17 milhões de barris nos estoques comerciais norte-americanos. A alta foi motivada por uma redução do consumo das refinarias – com o FUT caindo 1 p.p. – como também pela ampliação das importações da commodity, em 105 mil barris. Em relação aos combustíveis, as reservas de gasolina também expandiram, mas em menor volume (415 mil barris), ao passo que os estoques de diesel operaram com uma queda de 2,91 milhões de barris.
Variação dos estoques de petróleo e derivados nos EUA
Fonte: API, Bloomberg, Refinitiv. Elaboração: StoneX.
Índia registra importação de petróleo aquecida De acordo com os dados divulgados pelo Ministério de Petróleo da Índia, as importações de petróleo alcançaram 5,05 mbpd em janeiro, marcando alta mensal de 9,5%, e uma expansão de 5,7% no comparativo com o mesmo período do ano anterior. O resultado é o melhor em quase dois anos, refletindo principalmente o crescimento contínuo da demanda por combustíveis no cenário doméstico, que aumentou 8,2% no comparativo anual. No geral, a Índia segue como um dos mais importantes atores asiáticos em relação ao crescimento do consumo de petróleo em 2024, se aproveitando dos preços menores praticados pela Rússia e dos recentes descontos promovidos pela Saudi Aramco nos preços oficiais de venda a compradores asiáticos.
Petróleo amanhece em queda Hoje pela manhã (22), a sessão abriu estável, com o contrato do Brent para vencimento em abril/24 operando em USD 82,89 bbl (-0,17%) até as 09h20. O resultado semanal apontado pelo API somado às perspectivas menos otimistas sobre as próximas decisões do FED pressionam as cotações do petróleo, ao passo que sinais mais positivos sobre a demanda indiana e as preocupações sobre a guerra no Oriente Médio reduzem as perdas observadas no início do dia.
Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em alta, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 1,773/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 0,84% na sessão passado, alcançando USD 9,88057/MMBTU.
- Hoje, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com baixa de -1,86%, alcançando USD 1,74 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em alta de 0,18%, próximos a USD 9,898 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.