Cenário no Oriente Médio segue instável Ao longo do final de semana, o mercado seguiu observando ataques promovidos pelo grupo houthi a embarcações que passam pela região do Mar Vermelho, incluindo um navio tanqueiro, de bandeira norte-americana, que quase foi atingido por mísseis lançados pelo Iêmen. As perspectivas de que o grupo deve continuar lançando ofensivas – em meio às expectativas de extensão da guerra entre Israel e Hamas e as frustrações ao redor de um cessar-fogo – permite que companhias marítimas sigam evitando trafegar pela região, com as rotas alternativas apresentando custos de fretes e período de entrega maior. Tal situação acabou por suportar as cotações do óleo bruto, em meio ao receio de problemas com a oferta de curto prazo em algumas regiões do globo, incluindo principalmente a Europa.
Bancos esperam petróleo mais aquecido Outro fator de suporte às cotações se deu na revisão para cima das estimativas dos preços do Brent por algumas instituições financeiras ao longo do verão no hemisfério norte. Apesar da desaceleração do crescimento do consumo chinês, as perspectivas apontam para uma recuperação da demanda pela Índia e EUA, fator que deve permitir uma deterioração maior dos estoques de países da OCDE em relação às projeções anteriores. Tal situação influenciou nas expectativas mais otimistas sobre o consumo pela commodity ao longo dos próximos meses, principalmente com a possível retomada da demanda pelas refinarias americanas, cujas operações seguem se recuperando do cenário pós passagem das ondas frias no país em janeiro. Paralelo a isso, as perspectivas de um prolongamento dos cortes voluntários da OPEP+ para além do primeiro trimestre do ano é outro fator que influencia a visão de estoques mais apertados ao longo dos próximos trimestres.
Rússia anuncia banimento das exportações de gasolina O governo russo anunciou um banimento de seis meses das exportações de gasolina a partir de março, a fim de estabilizar os preços domésticos e o abastecimento em meio ao período de manutenção de refinarias no país. A medida não engloba outros derivados do petróleo e gás, que contam pela maior parte das exportações do país, mas a Rússia pode recorrer para o banimento desses produtos também, considerando que as eleições presidenciais ocorrem entre os dias 15 e 17 de março e refinarias do país continuam sendo o alvo de ataques pelas forças ucranianas. Desta vez, a extensão do banimento é maior do que aquele de 2023, o qual durou apenas dois meses, podendo ter impactos maiores sobre o mercado global do combustível.
Petróleo amanhece em queda Hoje pela manhã (27), a sessão abriu em leve queda, com o contrato do Brent para vencimento em abril/24 operando em USD 82,33 bbl (-0,24%) até as 08h30. O mercado segue monitorando o desenrolar das discussões sobre um possível cessar-fogo em Gaza, com o intuito de compreender os possíveis riscos relacionados a oferta de curto prazo de petróleo e derivados em algumas regiões do globo.
Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em alta, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 1,659/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 1,11% na sessão passado, alcançando USD 9,82107/MMBTU.
- Hoje, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com baixa de -4,16%, alcançando USD 1,59 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em baixa de -0,07%, próximos a USD 9,814 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.