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Diário de Petróleo

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Retomada dos conflitos na Faixa de Gaza suporta preços do petróleo
 
Bruno Cordeiro
Isabela Garcia

Na última segunda-feira (17), o contrato mais ativo do Brent encerrou a sessão em alta, sendo negociado a USD 71,07 bbl (+0,69%). O WTI seguiu a mesma trajetória, sendo negociado a USD 67,58 bbl (+0,60%).

As cotações do petróleo foram positivamente influenciadas pelo aumento dos prêmios de risco de oferta no Oriente Médio, com o avanço das tensões entre EUA e o grupo iemenita Houthi gerando uma desestabilização política na região. Paralelo a isso, o aumento da demanda chinesa por petróleo e o anúncio de um plano de estímulo econômico pelo governo central também contribuiu para o avanço dos preços na sessão passada.

Hoje pela manhã (18), o contrato do Brent para vencimento em maio/25 é negociado em torno de USD 71,91 bbl (+1,15%) até as 09h00. Os futuros da commodity seguem sustentados por um avanço dos prêmios de risco de oferta no Oriente Médio, com os novos ataques de Israel na Faixa de Gaza gerando receios sobre uma escalada das tensões à importantes países produtores que se concentram na região.


Israel retoma ataques em Gaza De acordo com a Força Aérea de Israel, novos ataques com mísseis foram efetuados hoje contra alvos do Hamas localizados na faixa de Faza. O fim do acordo de cessar-fogo e a retomada do combate entre forças israelitas e o grupo Hamas acabou elevando os prêmios de risco de oferta de petróleo no Oriente Médio, em um contexto em que os EUA também vem promovendo ofensivas contra localidades pertencentes aos Houthis, grupo iemenita apoiado pelo Irã, que ameaçou promover novos ataques contra embarcações que circulam pelo Mar Vermelho, como contrapartida ao fim do acordo de cessar-fogo em Gaza. Tal cenário acaba garantindo suporte aos futuros do óleo bruto, em meio aos receios de uma maior participação do Irã nos conflitos e eventuais impactos à estrutura produtiva de importantes ofertantes da OPEP que se concentram na região.

Conversas de cessar-fogo no Leste Europeu continuam Conforme afirmado pelo Kremlin ontem (17), os presidentes da Rússia e dos EUA devem ter uma nova reunião telefônica ainda hoje para discutir a possibilidade de um acordo de cessar-fogo no Leste Europeu. Ao longo dos últimos dias, o mercado vem apresentando um certo ceticismo em relação à uma consolidação do acordo no curto prazo, com as autoridades russas adiando novos diálogos em meio às conquistas territoriais promovidas nas últimas semanas. A confirmação de uma nova conversa entre Putin e Trump reacende as expectativas em relação ao acordo, fator que acaba sendo baixista aos preços do petróleo, conforme o entendimento de que um fim da guerra resultaria no fim das sanções contra as empresas que fazem parte da logística de exportação de petróleo e derivados comercializados pelos russos. Diante disso, os resultados dessa conversa devem gerar impactos às cotações do óleo bruto, a depender da decisão tomada entre ambos os países. Vale destacar que a Ucrânia já se mostra favorável à suspensão dos conflitos, que inicialmente duraria 30 dias, conforme determinado pelos norte-americanos.

Gás Natural
  • Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em baixa, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 4,018/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 0,69% na sessão passado, alcançando USD 8,45733/MMBTU.
  • No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com baixa de -0,87%, alcançando USD 3,983 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em alta de 1,00%, próximos a USD 8,542 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

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Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.

  • Energia

Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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5 de agosto – Os mercados de ações dos EUA estão em chamas nesta semana, com tanto o Dow Jones quanto o S&P 500 estabelecendo novas máximas históricas ontem, com os futuros indicando novos ganhos novamente hoje; o mercado permanece otimista quanto a um acordo com o Irã, apesar de nenhuma evidência disso até o momento. O petróleo bruto trabalha em uma máxima e uma mínima mais baixas hoje, mas permanece ligeiramente no lado alto na sessão, enquanto o dólar recua de volta em direção à mínima de quase dois meses de segunda-feira. O título de dez anos está estável a mais baixo nesta manhã (embora solidamente mais baixo até agora neste mês), em 4,605%, enquanto o índice VIX continua a se recuperar no meio da semana, com uma leitura de quase 17 pontos nesta manhã.

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